O
profeta Maomé teria recebida a visita do anjo Gabriel. Seus ensinamentos
foram levados aos seus discípulos, que escreveram o Alcorão (palavra de
Allah)
Árabes
e judeus: “primos”. Ambos se afirmam descendentes de Abraão.
O
Islamismo surgiu na Península Arábica, região desértica, habitada pelos
nômades beduínos, que viviam do comércio com povos vizinhos. Cada tribo
possuía seu deus, e o mais antigo deles era a Caaba, uma pedra negra, que
segundo o islã, Allah teria entregue à Abraão.
Maomé
era um órfão, que foi criado pelo tio comerciante, e se casou com uma
viúva rica (Radija).
Ao
receber a revelação de Gabriel, passou a pregar e ser perseguido. Sua figa
de Meca para Medina é considerada o ano zero para os islâmicos.
Fortalecido,
Maomé retorna a Meca, e destrói os ídolos, menos a Caaba.
O
Islã adota preceitos do judaísmo e cristianismo e acolhe parte do Antigo
Testamento e seus personagens (Abraão, Noé, Moisés e Jesus, este não
aceito com filho de Deus).
Religião
sem sacerdotes: o imã ou muezim é apenas um orientador.
Obrigações:
ajudar os pobres (dízimo para a comunidade), abstinência alcoólica e de
carne suína, jejuar no Ramadã (mês sagrado), fazer cinco orações diárias e
peregrinar a Meca, se possível. Criam no juízo final.
Califas:
chefes religiosos e militares, surgidos após a morte de Maomé. Conseguem
terras, riquezas, impostos e escravos.
Divisão
do Islã: sunitas (seguem chefes políticos e acolhem a orientação do livro
Suna) e xiitas (seguem a rigidez do Alcorão e seguem os descendentes de
Maomé)
Desenvolveram
o comércio, tecidos e metalurgia. Seus conhecimentos sobre Astronomia,
Álgebra (introduziram os algarismos arábicos) e Medicina (anatomia) foram exemplares.
Na
literatura: Ali Babá e os Quarenta Ladrões, Mil e Uma Noites, Simbad
Marujo.
Cristianismo:
religião de humildes da Palestina que se difundiu pelo mundo.
Se
recusavam a aceitar a supremacia da autoridade terrena como representante
de Deus, gerando conflito com o Império Romano
Assim
como o Judaísmo, adota o Velho Testamento como sagrado, mas também
acrescenta o Novo Testamento à Bíblia, considerado o livro sagrado.
Religião
tida como dissidência (seita) do judaísmo). Não rerenega o Antigo
Testamento, mas acolhe o Novo. O Messias (filho de Deus) é o ponto de
discórdia em relação ao judaísmo.
Os
judeus também perseguiam os cristãos. Havia a chamada “religião
pré-existente” (o judaísmo), tolerada pelos romanos.
Seu
discurso de igualdade, como observado no Novo testamento, causava
perturbação entre os romanos, que dominavam a Palestina na época de
Cristo. O cristianismo traziam uma boa resposta para o sofrimento da vida
na terra.
Paulo
foi um dos responsáveis pela disseminação do cristianismo, além de deixar
as suas Epístolas.
Reunião
nas catacumbas de Roma, para fugir das perseguições. Chegaram a fundar
comunidades igualitárias. Os romanos viam o cristianismo como uma ameaça à
autoridade imperial.
A
crise econômica e moral do Império Romano favoreceu a disseminação do
cristianismo.
A
conversão de ricos (cansados de uma vida vazia) fez a religião se adaptar
à sociedade romana. O Imperado Constantino se torna cristão, e proíbe o
trabalho aos domingos, mas não a escravidão. O Imperador Teodósio torna a
religião oficial.
O
Bispo de Roma passa a receber o título de Papa e assume a chefia da
Igreja. A estrutura cresce (mais bispos e arcebispos, e os padres são
eleitos pela comunidade.
Surgem
discussões. Qualquer opinião diferente da Igreja é chamada de heresia.
Exemplos: a natureza humana ou divina de Cristo, a Trindade, e a santidade
da Virgem Maria.
50
milhões de mortos: o maior conflito da humanidade. Em comum com a I
Guerra, a ambição imperialista
Diferenças:
surgiam o nazi-fascismo e o comunismo. A guerra foi entre os aliados e
opositores dos primeiros
Inglaterra
e França: aceitaram o rearmamento da Alemanha para evitar o avanço
comunista
Avanço
nazista: ocupações de Áustria e Tchecoslováquia. Itália e Japão também se
expandem.
Pacto
de não-agressão entre Alemanha e URSS: surpreendente, mas conveniente.
Combinavam a divisão da Polônia, autorizava os soviéticos a ocupar
Lituânia, Letônia e Estônia. Ambos queriam ganhar mais tempo e se preparar
para a guerra.
Invasão
da Polônia: Inglaterra e França percebem o perigo e declaram guerra à
Alemanha.
A Alemanha
tem um exército ágil, com a Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago) e ocupam
Dinamarca, Holanda, Noruega e Bélgica. A invasão da França foi a
demonstração final de força nazista. A Inglaterra só não é ocupada por ser
uma ilha e ter Marinha e Aviação eficientes, apesar da força nazista.
Aliados
(Inglaterra, França e União Soviética) contra o Eixo (Alemanha, Itália e
Japão). Não era exatamente todos contra todos. Alemanha não estava em
guerra com a União Soviética (ainda).
O
Japão ataca na Ásia: China e Indochina para cortar fornecimento de
borracha para Aliados, mas acaba afetando os EUA, que protestam e congelam
bens japoneses em seu território. A solução para os aliados é produzir
borracha no Brasil.
Em
represália aos americanos, os japoneses atacam a base naval de Pearl
Harbor, forçando a entrada americana na guerra (ao lado dos aliados), que
se torna realmente mundial.
Rompendo
o acordo, a Alemanha ataca a URSS, de olho em seu petróleo, cereais e
outras matérias-primas.
Depois
de intensas batalhas e milhões de mortos (principalmente em Stalingrado),
os soviéticos expulsam os alemães de seu território, usando a tática da
“terra arrasada” dentro do inverno rigoroso local.
Virada
aliada: os italianos sofrem derrotas na África (e nem o socorro alemão evita a derrota),
os japoneses são derrotados na Ásia e no Pacífico e os alemães são
expulsos da França (na operação chamada de Dia D)
Os
aliados atacam a Alemanha, forçando seu exército a retornar e tentar
defender seu país.
Holocausto:
nos campos de concentração, milhões de pessoas (dentre elas, 6 milhões de
judeus) foram assassinados. Lá, eram explorados ao extremo o seu trabalho
e de outras minorias discriminadas (ciganos, Testemunhas de Jeová,
“não-arianos” e homossexuais)
Mussolini
é afastado do poder, a Itália passa ao lado aliado. O antigo líder
fascista, ao tentar fugir, é preso, fuzilado e seu cadáver é pendurado em
um poste ao lado do cadáver de sua amante.
Acuado,
Hitler não quer ter o mesmo fim, e se mata, junto com sua esposa. Deixou
ordens para nunca encontrarem seu corpo. O país se rende e é dividido em
quatro zonas de ocupação, que mais tarde, se tornam a Alemanha Oriental
(influência soviética) e Alemanha Ocidental (influência de EUA, Inglaterra
e França).
O
Japão não se rende até que é alvo dos primeiros bombardeios nucleares
contra populações civis em Hiroshima e Nagasaki.
Ao
final do conflito, os principais culpados (na ótica dos aliados) são
julgados em Nuremberg e condenados. Optou-se por penalizar os líderes, não
a nação alemã, para evitar a criação de um sentimento de revanche.
Surge
a Organização das Nações Unidas (ONU), destinada a evitar novos conflitos
e promover a cooperação entre os países.
O
desenvolvimento das máquinas fez com que o trabalho humano fosse
substituído pela automação e o surgimento de novas relações de produção
O
desenvolvimento do comércio fez aumentar a concorrência entre os países.
Era preciso oferecer produtos melhores e mais baratos.
A
Inglaterra sai na frente: camponeses expulsos de suas terras formavam um
contingente de mão-de-obra barata, e além disso, a população crescia muito
rápido. Máquinas à vapor, reservas de carvão e minério de ferro e máquinas
agrícolas faziam crescer a indústria têxtil.
Era
preciso capital, que veio do comércio colonial e da rica burguesia.
As
cidades crescem e passam a receber camponeses expulsos de suas terras.
Proletários:
trabalhadores que só tinham a sua força de trabalho para vender. Não
possuíam bens.
Divisão
do Trabalho: o trabalho fica especializado e repetitivo.
Não
havia legislação trabalhista: baixos salários, jornadas longas, não haviam
direitos trabalhistas e assistência do governo.
Ludismo:
movimento de destruição das máquinas, para evitar desemprego e pressionar
patrões. Foi um fracasso, e só gerou mais repressão.
Sindicatos:
associações de trabalhadores. Fundos de ajuda mútua entre trabalhadores.
Deram início às greves como forma de pressão.
Carta
do Povo (cartismo): movimento que exigia participação popular nas eleições
e na política. No período, as eleições eram censitárias (de acordo com a
renda)
Adam
Smith: para ele, o egoísmo tinha um lado bom, trazendo benefícios para a
economia, como a concorrência. Acreditava que o crescimento econômico
estimularia a economia e traria o fim da pobreza.
O
Estado deveria intervir o mínimo na economia e na sociedade.
Malthus:
defendia que o crescimento populacional se dava de forma geométrica,
enquanto a produção de alimentos, aritmeticamente. O governo não deveria
oferecer ajuda para os pobres, que seriam responsáveis pela fome. Sob sua
influência, o governo acabou com a ajuda aos desempregados.
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
Ano 6
Produção de alimentos
5
7
9
11
13
15
População
2
4
8
16
32
64
A
Revolução Industrial estimulou o crescimento das cidades e da pobreza ao
seu redor.
As
condições de vida eram deploráveis: as pessoas moravam amontoadas em casas
localizadas em bairros paupérrimos
A
Inglaterra, com a Revolução Industrial, se firmou como a maior potência
mundial da época.
Chamados
também de judeus ou israelitas. Quase tudo o que se sabe sobre esse povo,
está descrito na Bíblia, livro de fé que não foi totalmente comprovado
cientificamente.
Por
volta de 1.800 a.C.,
eram pasatores nômades, e chegaram à Palestina, uma região desértica.
Eram
monoteístas. Criam em Yaweh (Jeová). Tal como os cristãos chamam de Deus.
Acreditavam
que sua fé em Jeová seria recompensada com o Paraíso.
A
Bíblia era a palavra de Deus. Nela está descrita a origem do mundo e a
história dos hebreus.
Abraão,
de acordo com a Bíblia é o pai de todos os hebreus, e conduziu um povo
politeísta à terra, e destruiu a imagem de deuses. Os doze filhos de Jacó deram origem às
tribos de Israel.
Os
hebreus migraram para o Egito, fugindo da seca. Com o tempo, foram
escravizados.Os egípcio ordenaram a morte de todos os filhos dos hebreus.
A mãe de Moisés o pões em um cesto no rio, e a filha do faraó o encontra.
Êxodo:
fuga do Egito, sob a liderança de Moisés. No caminho, revelação dos dez
mandamentos. Um novo pacto foi estabelecido com Deus, que dava proteção em
troca de obediência.
Já
estabelecidos na Palestinas, as doze tribos, antes governadas por Juízes,
escolheram um rei para combater seus inimigos. Os primeiros foram Saul,
Davi e Salomão, que deixou um livro de Provérbios.
Davi
unificou o reino e estabeleceu a capital em Jerusalém
Após
a morte de Salomão, o reino foi dividido entre Israel (norte) e Judá
(sul). Os israelitas se uniram aos idólatras cananeus e dominados pelos
assírios. Os de Judá foram levados para o Cativeiro da Babilônia, no
reinado de Nabucodonosor, e libertados após os persas derrotarem os
caldeus.
O
templo de Jerusalém foi destruído por Nabucodonosor, reconstruído mais
tarde e destruído pelos romanos. Os ataques sucessivos dispersaram os
hebreus pelo mundo (a diáspora). Só retornaram no século XX, com a criação
do estado de Israel.
Foi
no território hebreu, durante o domínio romano, que nasceu Jesus Cristo.
Europa
pós I Guerra: fome, miséria e desespero. O Estado liberal e democrático
fracassava, e surgia a defesa do autoritarismo, onde um grupo
centralizador agiria em nome de todos.
Surgiam
pequenos grupos violentos que ganhavam adeptos.
Comunistas:
ganhavam popularidade com o desenvolvimento da URSS, e tentando eliminar o
capitalismo.
A
alta burguesia queria um governo que reprimisse os comunistas,
disciplinasse os trabalhadores e acabasse com a crise. A Classe-Média e a
pequena burguesia, com a queda no padrão de vida, acreditavam que as
greves e a inflação gerassem tumultos. Para ambos, o nazi-fascismo
aparecia como solução.
Idéias:
anti-comunismo, anti-liberalismo, totalitarismo, culto à violência,
xenofobia, nacionalismo, racismo, obediência ao chefe, irracionalismo. A
democracia seria governo de fracos e corruptos.
Na Itália,
havia uma decepção com a Primeira Guerra e com a crise econômica.
Fascistas
na Itália: militares, veteranos de guerra, desempregados, bandidos,
apoiados por empresários para perseguir sindicalistas e comunistas.
Pregavam a superioridade do povo italiano.
Marcha
Sobre Roma (1922): Chegada de Mussolini ao poder, confirmada por eleições
fraudulentas e confirmada por uma intensa caçada à opositores.
Expansão
militar: ocupação de Albânia, Etiópia, Absínia e Líbia e Tratado de
Latrão: a Igreja Católica apóia o fascismo, em troca da cessão do
Vaticano, e da oficialização do ensino católico nas escolas.
Apesar
de tudo, a Itália cresce economicamente, dando apoio ao governo fascista.
Carta
del Lavoro: pregação de união de classes. O Estado agiria como árbitro
para intermediar conflitos entre patrões e empregados. Na verdade,
tratava-se de um instrumento patronal.
Nazismo
alemão: cresce pelos mesmos motivos da Itália, se aproveitando da crise,
com propaganda eficiente e promessa de solução. Aproveitavam a divisão de
seus adversários, mesmo sem nunca terem vencido eleições. Incendiaram o
Reichstag (Parlamento), culpando os comunistas.
Hitler
não fez nada sozinho. No seu discurso, se aproveitou da humilhação do
pós-guerra, em que a Alemanha foi humilhada, da onda de desemprego.
O
presidente von Hindenburg o nomeia chanceler (primeiro-ministro, 1933), e
com sua morte, acumula os cargos e é nomeado Fürher (líder, 1934). Elimina
a oposição, fazendo com que o país se nazificasse, através de uma
eficiente máquina de propaganda e uma polícia secreta (Gestapo) e
implantação de campos de concentração para inimigos do governo.
Perseguição
aos judeus: ponto-chave do nazismo: já eram perseguidos na Europa desde a
Idade Média. Considerados culpados pela morte de Cristo, sem-pátria,
usurários. Eram o bode expiatório perfeito para os nazistas. Foram
afastados do serviço público e da convivência com o restante da sociedade.
Nem
todo alemão era nazista, apesar do amplo apoio dado à Hitler.
A
Alemanha se reergue, impulsionada pela indústria militar, sob vista grossa
da Europa, que não faz nada para deter as invasões da Áustria e
Tchecoslováquia. Pelo contrário, torcem para que um conflito entre
Alemanha e União Soviética arrasem os dois países.
Guerra
Civil Espanhola: fascistas espanhóis (falangistas) tentam derrubar os
anti-fascistas do poder, com apoio da alta burguesia, Igreja Católica e
forças militares italianas e alemãs, que fazem um campo de testes para a
II Guerra. Liderados por Franco, tomam o poder, e instalam uma ditadura por
mais de 30 anos.
Dominaram
o Ocidente, e nos deram a língua latina, o direito e o calendário
Lenda
sobra a fundação: os gêmeos Rômulo e Remo e a loba.
Sociedade
dividida em
classes. Patrícios: membros das famílias mais antigas e
ricas. Se reuniam no Senado. Derrubaram o último rei e construíram a Res
Publica (coisa pública). Plebeus: eram pobres, tinham liberdade restrita,
mas não tinham terras. A questão agrária era tema complexo.
O
Senado indicava dois cônsules (mandato de um ano) e os ditadores
(temporários, em tempos de guerra).
Censores:
censuravam os candidatos que prejudicassem os patrícios.
Tribunos
da Plebe: representantes plebeus, que vetavam decisões do Senado que
prejudicassem a plebe. Destaque para os irmãos Tibério e Caio Graco, que
instituíram a distribuição de trigo.
Os
plebeus conseguiram a inserção das leis escritas (12 tábuas)
Os
plebeus freqüentemente se rebelavam, exigindo o fim da escravidão por
dívidas, a permissão do casamento entre patrícios e plebeus, etc.
Roma
expandia seu território através de guerras e com isso, obtinha mais
escravos. Passos decisivos foram as vitórias sobre Cartago na luta pelo
controle do Mar Mediterrâneo. Havia uma discussão sobre quem ficaria com
as terras, patrícios ou plebeus.
Ao
invadir a Grécia, os romanos incorporaram sua cultura e religião.
Revoltas
de escravos, lideradas pelos gladiadores, escravizados nas guerras.
Divisão
dos patrícios: optimates (elitistas) e populares (favoráveis ao povo)
Mário:
general que profissionalizou o exército, incorporando populares, e que
participou da primeira guerra civil, contra o general optimate Sila.
Mais
tarde, os generais César e Pompeu disputam o poder na segunda guerra
civil. César vence a disputa, é nomeado ditador vitalício, toma medidas
populares, mas é assassinado por aliados.
Otávio
e Marco Antônio disputam o poder. Marco Antônio se alia à Cleópatra
(amante de César), é cercado no Egito e se suicida com ela.
Otávio
“Augusto” (sagrado) é aclamado Imperator Cesar Augustus (Imperador)
Produto
caro na Europa, que encontrou solo fértil no Brasil.
Engenhos:
as usinas daquele tempo e centros produtores de açúcar. Eram latifúndios
com imensas plantações e máquinas para a produção.
Sesmarias:
terras recebidas dos donatários, com a preocupação de ocupar e produzir.
A
principal mão-de-obra era a escrava (“as mãos e os pés do senhor de
engenho”). A=Os melhores engenhos tinham máquinas movidas a tração animal.
Pequenos proprietários produziam aquilo que faltava nos engenhos,
fortalecendo o comércio no mercado interno. Os portugueses já plantavam
cana-de-açúcar na Ilha da Madeira, com sucesso.
Modelo
plantation: latifúndio, monocultura e exportação.
Técnicos
no engenho para cuidar das máquinas: mão-de-obra livre, trabalho
especializado e bons salários
Nordeste:
condições favoráveis de solo, administração das capitanias e proximidade
com a Europa.
Família
patriarcal: toda ela sob o comando chefe, que determinava o rumo de seus
membros, com poder de vida e morte sobe todos. A sociedade era ruralizada.
Haviam
leis que obrigavam os fazendeiros a venderem somente para comerciantes
portugueses.
Os
holandeses emprestavam dinheiro a juros para a produção do açúcar, que era
levado para a Holanda para refino e distribuição no resto da Europa. Rota
do açúcar: Brasil > Portugal > Holanda > consumidores.
União
Ibérica: o trono português, que estava vago, foi ocupado pelo rei espanhol
Filipe II. Espanha e Holanda eram rivais na política européia, e a
primeira impôs barreiras para a participação holandesa na produção da
cana-de-açúcar brasileira.
Invasões
holandesas ao Nordeste brasileira: fracassou em Salvador (1624), e sucesso
no Recife (1636), para não perder o controle sobre o comércio do açúcar.
Para
obter o apoio dos donos de engenho, os holandeses não ameaçaram sua
propriedade, e enviam o príncipe Maurício de Nassau, que faz uma eficiente
administração, mas que desagrada aos seus chefes, com a sua popularidade e
os gastos com a urbanização.
Fim
da União Ibérica: Portugal retoma a independência. Era fundamental para os
portugueses a retomada do lucrativo comércio açucareiro. No entanto, os
produtores de açúcar estavam satisfeitos com a relação comercial com os holandeses
Sofrendo
com a concorrência inglesa no comércio europeu, os holandeses passaram a
explorar os senhores de engenho, que passaram a apoiar a retomada
portuguesa.
Expulsos,
os holandeses foram plantar a cana-de-açúcar nas Antilhas, rebaixando os
preços.
Nem
só a cana-de-açúcar era produzida no Nordeste. Havia uma produção pecuária
(com trabalhadores livres) e de produtos alimentícios, para abastecer o
mercado interno, além de uma razoável produção de algodão, mandioca e
milho. A produção de tabaco servia para a troca por escravos no mercado
externo.
Tentativas
de ocupação francesa no Brasil, no Rio de Janeiro e em São Luiz, por
motivos religiosos.
Revolta
dos Beckman, no Maranhão, contra as Companhias de Comércio e pela
escravidão de índios.
Guerra
dos Mascates: Senhores de engenho (Olinda) contra os comerciantes
(Recife). Recife se tornara vila emancipada de Olinda, e mais tarde, a
capital da Capitania.
A expansão do território brasileiro
Nem
sempre o Brasil teve esse tamanho e poucas regiões haviam, até 1700, sido
ocupadas de fato (Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo). A desatenção
espanhola permitiu o avanço sobre a Linha de Todersilhas.
Os
portugueses construíram fortalezas na Amazônia (beira de rios),
incentivaram missões jesuíticas (para a cólera de drogas do sertão, que
enriqueceram a ordem e a Igreja).
Interesse
português no rio da Prata: fundação da Colônia do Sacramento (atual
Montevideo, Uruguai) nas terras espanholas, instalando um porto de frente
para Buenos Aires.
Envio
de imigrantes da Ilha portuguesa dos Açores para Desterro (atual
Florianópolis) e Porto dos Casais (atual Porto Alegre).
Missões
jesuíticas no Sul: gado, erva-mate para índios, que trabalhavam sob rígido
controle, apesar de serem defendidos por religiosos de ataques
bandeirantes.
União
Ibérica (1580-1640): Portugal e Espanha tinham o mesmo rei, mas governos
diferentes.
Bandeirantes:
caçadores de escravos indígenas e busca de metais preciosos. Partiam
geralmente de São Paulo, e contavam até mesmo com índios “aculturados” no
seu grupo. Chegam até o Nordeste, e ultrapassam a linha de Todersilhas. A
pouca atividade econômica de São Paulo os fazem ter pouco contato com a
metrópole.
Em São Paulo era comum que a língua tupi
fosse mais usado até que o português. A falta de mulheres brancas (as
condições de vida eram péssimas) estimulou os brancos a se unirem com as
índias.
Os
bandeirantes também atacam quilombos, como o caso de Palmares, destruído
após um ataque a partir de São Paulo.
A
Confederação Indígena dos Cariris também foi atacada. Tratava-se de um
aglomerado indígena que estava sob proteção de religiosos, entre a Bahia e
o Piauí. Na impossibilidade de se escravizar, trinta mil índios foram
mortos e tiveram a cabeça decepada.
A
ocupação holandesa na África Portuguesa dificultou a vinda de escravos
negros, encarecendo o “produto”. Era mais barato caçar índios, mesmo com a
oposição da Igreja.
Período
barroco nas artes: dos séculos XVI ao XVIII. Poesias satíricas de Gregório
de Matos (o Boca do Inferno) e complexos textos do Padre António Vieira.
As igrejas do Século XVIII (Minas no período da mineração) não eram
barrocas, mas no estilo rococó.
Os
franceses fundam São Luiz, e para defender o Nordeste brasileiro, os
portugueses constroem fortalezas que dão origem à cidades (Natal,
Fortaleza e João Pessoa)
Ouro
e diamante só foram descobertos em escala razoável no fim do século XVII.
O
Tratado de Madrid praticamente configurou o território brasileiro.O
território se expandiu rumo à Oeste e a Amazônia foi ocupada.
Resistência
de índios e jesuítas em
Sete Povos das Missões, atacados e trucidados por
espanhóis e portugueses. Os índios e jesuítas não aceitavam que seu
território saísse do controle espanhol e passasse para o português.
A mineração no Brasil
Exploração
concentrada na região das Minas Gerais, no leito de rios ou minas
terrestres. Se concretizava o sonho de extrair metais preciosos, assim
como faziam os espanhóis na América.
A
notícia da existência de minas atraiu inúmeros aventureiros, que iam em
busca de lucro fácil.
Guerra
dos Emboabas: Minas pertencia à Capitania de São Paulo (antes, boa parte
pertencia ao Espírito Santo), cujos bandeirantes descobriram ouro na
região e não aceitavam a presença de forasteiros, chamados de Emboabas nos
garimpos. Depois de conflitos armados entre as partes, o governo português
assumiu o controle da região mineradora, e criou a Capitania das Minas
Gerais.
Quase
a totalidade dos trabalhadores eram escravos, alguns dos quais, que
conseguiam ascensão social, como nos casos de Chico Rei e Chica da Silva.
A
área descoberta era dividida em quinze lotes (datas). Uma para o
descobridor, uma para a Coroa portuguesa, e as demais eram leiloadas.
O governo ainda cobrava o quinto (20%) de
todo o ouro encontrado. Nas Casas de Fundição, o ouro é derretido e
transformado em barras.
A não-circulação do ouro em barras configurava
contrabando.
Foi
determinado que o ouro somente poderia ser levado do Brasil através da
Estrada Real, que conduzia ao Porto do Rio de Janeiro. Estradas e
navegação para o Espírito Santo foram proibidas e sintetizadas na frase:
“quanto mais caminhos houver, mais descaminhos haverá”.
A
capital brasileira foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, para
fiscalizar mais de perto a mineração. Ali se instalavam os traficantes de
escravos.
Tratado
de Methuen, entre Portugal e Inglaterra, chamado de “panos e vinhos”. Os
portugueses deveriam comprar tecidos ingleses e vender vinhos, em cotas
muito menores, como pagamento de dívidas comerciais. Como conseqüência, os
lucros da mineração brasileira se encaminhavam para os ingleses.
O
crescimento urbano exigiu que produtores de outras regiões levassem seus
produtos para a região mineradora. Não havia comida para todos, e ser
comerciante de alimentos poderia dar mais lucro que ser dono de minas.
A
sociedade açucareira era rural, e a mineradora era urbana. As pessoas mais
ricas moravam na cidade.
Surgia
uma classe-média colonial, em função da mobilidade urbana e social da
economia mineradora. Apesar disso, ainda apenas o filho mais velho tinha
acesso à herança.
A
ostentação do período se refletiu nas Igrejas e expressões artísticas,
como pinturas e esculturas, nas quais se destacaram as obras de Aleijadinho.
A
criação de gado ligava a região mineradora com o Sul e o Nordeste do
Brasil. A carne era levada charqueada para o consumo nas minas, pouco se
dedicava à pecuária.
Outros
produtos consumidos: açúcar, algodão e drogas do sertão (castanha, baunilha,
guaraná, cacau, etc).
A
crise portuguesa, a queda na extração e o aumento do contrabando forçou a
criação de uma cota fixa para o pagamento do quinto. Por isso, foi
instituída a derrama, o confisco de bens para que se atingisse a meta.
A
instalação de fábricas era proibida no Brasil, por conta do pacto Colonial
português.
Os
jesuítas foram expulsos do Brasil, e seus bens (terras e escravos) foram
confiscados.
Revoltas no Período Colonial
Influências:
Iluminismo e Independência dos EUA.
O
Brasil crescia muito, e a exploração portuguesa fazia crescer a idéia de
que o Brasil era excessivamente explorado pela Coroa Portuguesa.
Estudantes
vindo da Europa, influenciados por noções de liberdade e política da
época.
Inconfidência
Mineira: justificada pela exploração na região mineradora. Quase todos os
membros pertenciam à elite local (donos de terra, escravos, minas e gado,
juízes, médicos, padres e militares). Tiradentes era o único pobre que foi
descoberto.
Planos
dos inconfidentes: independência, criação de indústrias e faculdades. No
entanto, não se falava em acabar com a escravidão.
A
rebelião nunca chegou a acontecer. Joaquim Silvério dos Reis delatou seus
companheiros em troca do perdão de suas dívidas com o fisco.
Na
devassa (processo), Tiradentes foi o único enforcado. Alguns foram
perdoados, outros degredados para a África. Cláudio Manuel da Costa foi
“encontrado” morto na prisão.
A
memória de Tiradentes como herói só seria resgatada após a Proclamação da
República, quand se precisava de um herói “brasileiro” e republicano (D.
Pedro I era português e identificado com a monarquia).
Conjuração
baiana: de caráter mais popular, e inspirada pela Revolução Francesa. Se
falava inclusive em fim da escravidão, atraindo a participação de
escravos. O movimento foi abortado logo no seu começo e o massacre foi
maior que na Inconfidência Mineira.
As
idéias liberais vindas da maçonaria começavam a chegar ao Brasil no fim do
século XVIII.
Diferenças
entre mineiros e baianos: em Minas, havia a decadência do ouro, e na Bahia,
o início de recuperação do açúcar forçou a alta dos preços e trouxe o povo
para a revolta.
A
maior participação popular na Conjuração Baiana, o que assustou mais as
elites.Esse grupo passou a colaborar com as autoridades portuguesas
temendo a perda de controle da situação para o povo.