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terça-feira, 8 de agosto de 2017

PRIMEIRO ANO - IDADE MÉDIA

Slides com o conteúdo das aulas:

https://www.4shared.com/office/q8QnOA7uca/idade_mdia_ocidental.html

Vídeo-aula com o assunto:






Esquema-resumo:

A Idade Média

  • Idade Média: também chamada de Período Medieval.
  • O Império Romano acabou, a sua cultura não, embora misturada com a cultura bárbara.
  • A Europa foi dividida em vários reinos, que só foram (em parte) reunidos no Reino Carolíngio, com Carlos Martel, Pepino (Breve) e Carlos Magno. Pepino fez um acordo com o Papa (Roma estava ameaçada pelos lombardos) e cria os Estados Pontifícios para os cristãos, governados pelo próprio Papa.
  • Carlos Magno (coroado pelo Papa) concedeu terras (300 províncias) a seus generais em troca de obediência e conversão a força ao cristianismo. Todos observados por fiscais, que respondiam diretamente ao rei.
  • As cidades perdiam importância, a população ia para o campo, em propriedades auto-suficientes, onde o comércio não era mais necessário.
  • Carlos Magno foi sucedido por seu filho Luís, o Piedoso.por sua vez, este dividiu o Império entre seus filhos (Luís, Lotário e Carlos Calvo), que guerreiam entre si na disputa por hegemonia.
  • Aumento da disputa política entre o poder temporal (reis) e espiritual (Igreja Católica). Interferência mútua. O Papa Gregório VII tenta se impor sobre o poder dos reis, e excomunga o Imperador Henrique IV. A Concordata de Worms celebra o acordo e os dois se auto-reconhecem como autoridades.
  • Vassalagem: um vassalo obedece a um suserano, recebendo terras e proteção em uma cerimônia chamada homenagem.
  • Os senhores de terra se fortalecem com a guerra, ficando mais poderosos que os reis. Os exércitos não-unificados são fracos para enfrentar invasores e os habitantes buscam proteção dos senhores de terras, se tornando seu servo e pagando pesados tributos por isso.
  • Feudo: propriedade agrária auto-suficiente, onde se concentrava a vida medieval. Divido em partes como: castelo, manso senhorial, terras camponesas, bosques, etc. Tinha força militar própria e o a palavra do dono era a lei. O servo não poderia ser vendido, mas não poderia deixar a terra quando quisesse.
  • Vilões: trabalhadores livres, que moravam nas vilas e cidades.
  • Os nobres menos poderosos acabam tendo que se submeter aos mais poderosos.
  • Diversos mosteiros se tornam propriedades produtivas (em lugares isolados) e centros de cultura. Lá se copiavam os livros. Os cargos eclesiásticos são vendidos pelos reis.
  • Cruzadas: espécie de Guerra Santa com o pretexto de tomar Jerusalém para os cristãos. Acaba unindo Papa, reis e senhores feudais. Foram uma reunião de fatores políticos (aliviar a tensão na Europa), religiosos (controlar o berço do cristianismo) e econômicos (estabelecer o comércio com o Oriente)
  • Muitos senhores feudais não voltam das Cruzadas e seus servos assumem o controle das terras.
  • Surgem as primeiras Universidades (ligadas à Igreja Católica).
  • Novas técnicas agrícolas = mais produção = melhor alimentação = mais população= terra insuficiente para todos.
  • Novidades: banqueiros (responsáveis pela circulação do dinheiro, troca de moedas e empréstimos), feiras (pontos de comércio entre feudos) e burgos (cidades comerciais, habitadas pelos burgueses)
Os banqueiros ganhavam com a cobrança de juros, considerada pecado pela Igreja Católica.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

PRIMEIRO ANO - ÁRABES E ISLAMISMO

Slides com o conteúdo das aulas:

https://www.4shared.com/office/4w4CPnpfei/ISLAMICOS.html

Vídeo-aula com o assunto:


Esquema-resumo:

Islamismo

  • O profeta Maomé teria recebida a visita do anjo Gabriel. Seus ensinamentos foram levados aos seus discípulos, que escreveram o Alcorão (palavra de Allah)
  • Árabes e judeus: “primos”. Ambos se afirmam descendentes de Abraão.
  • O Islamismo surgiu na Península Arábica, região desértica, habitada pelos nômades beduínos, que viviam do comércio com povos vizinhos. Cada tribo possuía seu deus, e o mais antigo deles era a Caaba, uma pedra negra, que segundo o islã, Allah teria entregue à Abraão.
  • Maomé era um órfão, que foi criado pelo tio comerciante, e se casou com uma viúva rica (Radija).
  • Ao receber a revelação de Gabriel, passou a pregar e ser perseguido. Sua figa de Meca para Medina é considerada o ano zero para os islâmicos.
  • Fortalecido, Maomé retorna a Meca, e destrói os ídolos, menos a Caaba.
  • O Islã adota preceitos do judaísmo e cristianismo e acolhe parte do Antigo Testamento e seus personagens (Abraão, Noé, Moisés e Jesus, este não aceito com filho de Deus).
  • Religião sem sacerdotes: o imã ou muezim é apenas um orientador.
  • Obrigações: ajudar os pobres (dízimo para a comunidade), abstinência alcoólica e de carne suína, jejuar no Ramadã (mês sagrado), fazer cinco orações diárias e peregrinar a Meca, se possível. Criam no juízo final.
  • Califas: chefes religiosos e militares, surgidos após a morte de Maomé. Conseguem terras, riquezas, impostos e escravos.
  • Divisão do Islã: sunitas (seguem chefes políticos e acolhem a orientação do livro Suna) e xiitas (seguem a rigidez do Alcorão e seguem os descendentes de Maomé)
  • Desenvolveram o comércio, tecidos e metalurgia. Seus conhecimentos sobre Astronomia, Álgebra (introduziram os algarismos arábicos) e Medicina (anatomia)  foram exemplares.
  • Na literatura: Ali Babá e os Quarenta Ladrões, Mil e Uma Noites, Simbad Marujo.

terça-feira, 25 de julho de 2017

PRIMEIRO ANO- CRISTÃOS E CRISTIANISMO


Slides com o conteúdo das aulas:

https://www.4shared.com/office/b_vHYvqhei/CRISTIANISMO_E_CULTURA_CRIST.html



Vídeo-aula com o tema:




Esquema-resumo:

Cristianismo


  • Cristianismo: religião de humildes da Palestina que se difundiu pelo mundo.
  • Se recusavam a aceitar a supremacia da autoridade terrena como representante de Deus, gerando conflito com o Império Romano
  • Assim como o Judaísmo, adota o Velho Testamento como sagrado, mas também acrescenta o Novo Testamento à Bíblia, considerado o livro sagrado.
  • Religião tida como dissidência (seita) do judaísmo). Não rerenega o Antigo Testamento, mas acolhe o Novo. O Messias (filho de Deus) é o ponto de discórdia em relação ao judaísmo.
  • Os judeus também perseguiam os cristãos. Havia a chamada “religião pré-existente” (o judaísmo), tolerada pelos romanos.
  • Seu discurso de igualdade, como observado no Novo testamento, causava perturbação entre os romanos, que dominavam a Palestina na época de Cristo. O cristianismo traziam uma boa resposta para o sofrimento da vida na terra.
  • Paulo foi um dos responsáveis pela disseminação do cristianismo, além de deixar as suas Epístolas.
  • Reunião nas catacumbas de Roma, para fugir das perseguições. Chegaram a fundar comunidades igualitárias. Os romanos viam o cristianismo como uma ameaça à autoridade imperial.
  • A crise econômica e moral do Império Romano favoreceu a disseminação do cristianismo.
  • A conversão de ricos (cansados de uma vida vazia) fez a religião se adaptar à sociedade romana. O Imperado Constantino se torna cristão, e proíbe o trabalho aos domingos, mas não a escravidão. O Imperador Teodósio torna a religião oficial.
  • O Bispo de Roma passa a receber o título de Papa e assume a chefia da Igreja. A estrutura cresce (mais bispos e arcebispos, e os padres são eleitos pela comunidade.
  • Surgem discussões. Qualquer opinião diferente da Igreja é chamada de heresia. Exemplos: a natureza humana ou divina de Cristo, a Trindade, e a santidade da Virgem Maria.

terça-feira, 18 de julho de 2017

PRIMEIRO ANO - HEBREUS E JUDAÍSMO

Slides com o conteúdo das aulas:

https://www.4shared.com/office/NwctN2bCei/HEBREUS_e_JUDASMO.html

Vídeo-aula:




Esquema-resumo:
  • Chamados também de judeus ou israelitas. Quase tudo o que se sabe sobre esse povo, está descrito na Bíblia, livro de fé que não foi totalmente comprovado cientificamente.
  • Por volta de 1.800 a.C., eram pasatores nômades, e chegaram à Palestina, uma região desértica.
  • Eram monoteístas. Criam em Yaweh (Jeová). Tal como os cristãos chamam de Deus.
  • Acreditavam que sua fé em Jeová seria recompensada com o Paraíso.
  • A Bíblia era a palavra de Deus. Nela está descrita a origem do mundo e a história dos hebreus.
  • Abraão, de acordo com a Bíblia é o pai de todos os hebreus, e conduziu um povo politeísta à terra, e destruiu a imagem de deuses.  Os doze filhos de Jacó deram origem às tribos de Israel.
  • Os hebreus migraram para o Egito, fugindo da seca. Com o tempo, foram escravizados.Os egípcio ordenaram a morte de todos os filhos dos hebreus. A mãe de Moisés o pões em um cesto no rio, e a filha do faraó o encontra.
  • Êxodo: fuga do Egito, sob a liderança de Moisés. No caminho, revelação dos dez mandamentos. Um novo pacto foi estabelecido com Deus, que dava proteção em troca de obediência.
  • Já estabelecidos na Palestinas, as doze tribos, antes governadas por Juízes, escolheram um rei para combater seus inimigos. Os primeiros foram Saul, Davi e Salomão, que deixou um livro de Provérbios.
  • Davi unificou o reino e estabeleceu a capital em Jerusalém
  • Após a morte de Salomão, o reino foi dividido entre Israel (norte) e Judá (sul). Os israelitas se uniram aos idólatras cananeus e dominados pelos assírios. Os de Judá foram levados para o Cativeiro da Babilônia, no reinado de Nabucodonosor, e libertados após os persas derrotarem os caldeus.
  • O templo de Jerusalém foi destruído por Nabucodonosor, reconstruído mais tarde e destruído pelos romanos. Os ataques sucessivos dispersaram os hebreus pelo mundo (a diáspora). Só retornaram no século XX, com a criação do estado de Israel.
  • Foi no território hebreu, durante o domínio romano, que nasceu Jesus Cristo.

terça-feira, 20 de junho de 2017

PRIMEIRO ANO - ROMA ANTIGA

Slides com conteúdos das aulas:

https://www.4shared.com/office/gkM9_ggMei/SLIDES_ROMA_ANTIGA.html


Vídeo-aulas:





Gladiador, filme completo dublado:




Esquemas-resumo:

Roma Antiga

  • Dominaram o Ocidente, e nos deram a língua latina, o direito e o calendário
  • Lenda sobra a fundação: os gêmeos Rômulo e Remo e a loba.
  • Sociedade dividida em classes. Patrícios: membros das famílias mais antigas e ricas. Se reuniam no Senado. Derrubaram o último rei e construíram a Res Publica (coisa pública). Plebeus: eram pobres, tinham liberdade restrita, mas não tinham terras. A questão agrária era tema complexo.
  • O Senado indicava dois cônsules (mandato de um ano) e os ditadores (temporários, em tempos de guerra).
  • Censores: censuravam os candidatos que prejudicassem os patrícios.
  • Tribunos da Plebe: representantes plebeus, que vetavam decisões do Senado que prejudicassem a plebe. Destaque para os irmãos Tibério e Caio Graco, que instituíram a distribuição de trigo.
  • Os plebeus conseguiram a inserção das leis escritas (12 tábuas)
  • Os plebeus freqüentemente se rebelavam, exigindo o fim da escravidão por dívidas, a permissão do casamento entre patrícios e plebeus, etc.
  • Roma expandia seu território através de guerras e com isso, obtinha mais escravos. Passos decisivos foram as vitórias sobre Cartago na luta pelo controle do Mar Mediterrâneo. Havia uma discussão sobre quem ficaria com as terras, patrícios ou plebeus.
  • Ao invadir a Grécia, os romanos incorporaram sua cultura e religião.
  • Revoltas de escravos, lideradas pelos gladiadores, escravizados nas guerras.
  • Divisão dos patrícios: optimates (elitistas) e populares (favoráveis ao povo)
  • Mário: general que profissionalizou o exército, incorporando populares, e que participou da primeira guerra civil, contra o general optimate Sila.
  • Mais tarde, os generais César e Pompeu disputam o poder na segunda guerra civil. César vence a disputa, é nomeado ditador vitalício, toma medidas populares, mas é assassinado por aliados.
  • Otávio e Marco Antônio disputam o poder. Marco Antônio se alia à Cleópatra (amante de César), é cercado no Egito e se suicida com ela.
  • Otávio “Augusto” (sagrado) é aclamado Imperator Cesar Augustus (Imperador)

terça-feira, 16 de maio de 2017

PRIMEIRO ANO - GRÉCIA ANTIGA

Slides disponíveis em:

 https://www.4shared.com/office/YcBHA4kaca/SLIDES_GRCIA_2_ANTIGA.html


Vídeo-aula:

 






Esquema-resumo:



  • Berço do conhecimento ocidental. Teatro (Édipo, Ícaro), Olimpíadas (na cidade de Olímpia, em homenagem a Zeus), democracia.
  • Havia um povo grego, mas não um Estado grego. Seu território estava fragmentado em diversas cidades-Estado independentes chamadas Polis, que normalmente se uniam em tempo de guerra. Houveram batalhas épicas: Maratona, Salamina e os 300 de Leônidas.
  • Terreno pouco fértil para a agricultura. A solução foi enviar a população excedente para colônias por via marítima. Com isso, se estabelecia um comércio entre os gregos e suas colônias.
  • Suas tropas inovaram ao criar uma estratégia de combate em conjunto, chamada de falanges hoplíticas. Os hóplitas (soldados) tinham consciência de combate em conjunto.
  • Tipos principais de governo: democracia (governo do povo), oligarquia (governo de poucos)
  • Esparta: cidade-Estado militarizada. Governada por dois reis, originários de uma nobreza chamada esparciata (ou homoioi), da qual saíam líderes militares e religiosos. A vida do homem era dedicada à falange. Divisão social: anciãos, cidadãos, periecos (estrangeiros) e hilotas (escravos). Educação  militarizada desde os 7 anos de idade, valorizando os atributos físicos.
  • Democracia em Atenas: incompleta. Somente homens adultos, não-escravos e nascidos de pai e mãe ateniense tinham direito às votações na Ecclesia (Assembléia). Mulheres eram pessoas renegadas
  • A democracia ateniense era direta, não representativa, e existiu a escravidão por dívidas.
  • Ostracismo: punição de dez anos de exílio de Atenas.
  • Rivalidade: Liga de Delos (ligada à Atenas) e Liga do Peloponeso (ligada à Esparta). A guerra teve os espartanos como vencedores, mas enfraqueceu ambos os lados.
  • Enfraquecidos, os gregos foram conquistados pelos macedônios liderados por Filipe II e depois Alexandre, o Grande. A sua morte dividiu o império entre seus generais e o enfraqueceu.
  • Cada cidade tinha o seu deus, mas todos adoravam a Zeus. A vontade dos deuses eram descobertas através de oráculos e presságios. Haviam os semi-deuses (filhos de humanos com deuses)
  • Helenismo: mistura de cultura entre gregos e povos conquistados por macedônios, que espalharam seus domínios pelo Oriente.
  • Quando os gregos foram conquistados pelos romanos, estes acabaram por absorver também a sua cultura, em especial a mitologia em torno de seus deuses.
  • Deuses principais: Zeus (o principal), Hera (sua esposa), Poseidon (mares), Hades (subterrâneo), Atenas (sabedoria), Apolo (beleza masculina), Afrodite (amor), Ares (da guerra), Dionísio (vinhos e loucura).
  • Tróia: existência lendária, refletida na Ilíada e na Odisséia.
  • Filosofia: base do conhecimento. Sofisma (falsa lógica), hedonistas (busca pela satisfação), estóicos (racionais) e céticos (sem certeza).

terça-feira, 11 de abril de 2017

PRIMEIRO ANO - EGITO ANTIGO

Vídeo-aula:



Slides disponíveis em:

https://www.4shared.com/office/ji6uIcCice/EGITO_ANTIGO__2_.html


Esquema-resumo:



Egito Antigo

  • Lenda do surgimento: O deus Osíris (dia) foi morto por seu irmão Seth (noite). Sua esposa Íris, com o choro, formou o rio Nilo. Seu filho Horus (o amanhecer) matou Seth e Osiris ressucitou.
  • Egito, uma dádiva do Nilo: dependência das cheias do Nilo para fertilização das margens. Suas cheias regulares determinavam os ciclos agrícolas.
  • O rio era tido como um deus para os egípcios, formando um vale entre regiões montanhosas.
  • Por volta de 6.000 a.C., os camitas deixam o nomadismo e se estabelecem na região, e formam clãs (famílias), chamados nomos, governados por nomarcas. Mais tarde, o clãs foram unificados.
  • Faraós (monarcas): eram considerados deuses na Terra. Recebiam impostos de camponeses que trabalhavam nas terras do Estado, que também lhe pertenciam.
  • Nobres: ocupavam altos cargos. Poderiam ser sacerdotes, militares, etc. Era um cargo hereditário.
  • Escribas: funcionários “médios”. Alguns dos poucos que sabiam ler. Faziam os registros de contas e feitos do faraó, além de fazer os registros dos impostos.
  • Artesãos: com alguma consideração, trabalhavam nas oficinas do faraó.
  • Camponeses e escravos: as classes mais baixas. Escravos eram prisioneiros de guerra.
  • Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). A maioria dos deuses eram representados por formas meio humana, meio animal.
  • Faraós e nobres importantes tinham seus corpos mumificados. Seus órgãos internos eram retirados, o corpo embalsamado e enfaixado. A intenção era preparar o corpo para a vida após a morte.
  • Pirâmides: grande túmulos de tijolos e pedras. Serviriam para morada dos corpos mumificados. Eram construções bem-elaboradas geometricamente, com o uso de alavancas e guindastes, dando origem ao termo “obra faraônica”. Não só os egípcios construíram pirâmides.
  • O faraó Amenophis IV, tentou implantar,  o monoteísmo, obrigando o culto a Amon-Ra (deus Sol).
  • Havia uma crença no Juízo Final e o Livro dos Mortos registraria o nome dos salvos.
  • O deserto servia como barreira natural contra invasores. As difíceis condições complicavam a ação, além de fornecer metais preciosos.
  • O fraqueza do reino levou à várias invasões. O Império caiu pela sua grandeza e pelas lutas pelo poder.
  • Invenções egípcias: papiro (forma de papel), cerveja (sem álcool) , maquiagens e preservativos

segunda-feira, 27 de março de 2017

PRIMEIRO ANO - ESCRAVIDÃO NA ANTIGUIDADE

Vídeo-aula:
 


Slides disponíveis em:

https://www.4shared.com/office/RHvGr7ouce/SLIDES_ESCRAVIDO_ANTIGA.html

Texto-resumo:



ESCRAVIDÃO NA ANTIGUIDADE

A escravidão é um tipo de relação de trabalho que existia há muito tempo na história da humanidade. Já na Antiguidade, o código de Hamurábi, conjunto de leis escritas da civilização babilônica, apresentava itens discutindo a relação entre os escravos e seus senhores. Não se restringindo aos babilônios, a escravidão também foi utilizada entre os egípcios, assírios, hebreus, gregos e romanos. Dessa forma, podemos perceber que se trata de um fenômeno histórico extenso e diverso.

Em Atenas, boa parte dos escravos era proveniente de regiões da Ásia Menor e Trácia. Em geral, eram obtidos por meio da realização de guerras contra diversos povos de origem estrangeira. Os traficantes realizavam a compra dos inimigos capturados e logo tratavam de oferecê-los em algum lucrativo ponto comercial. Mesmo ocupando uma posição social desprivilegiada, os escravos tinham diferentes posições dentro da sociedade ateniense. Alguns escravos eram utilizados para formar as forças policiais da cidade de Atenas. Outros eram usualmente empregados em atividades artesanais e, por conta de suas habilidades técnicas, tinham uma posição social de destaque. Em certos casos, um escravo poderia ter uma fonte de renda própria e um dia poderia vir a comprar a sua própria liberdade. Em geral, os escravos que trabalhavam nos campos e nas minas tinham condições de vida piores se comparadas às dos escravos urbanos e domésticos.

A escravidão ateniense não era marcada por nenhuma espécie de distinção com relação aos postos de trabalho a serem ocupados. O uso de escravos tinha até mesmo uma grande importância social ao conceder mais tempo para que os homens livres tivessem tempo para participar das assembléias, dos debates políticos, filosofar e produzir obras de arte. Conforme algumas pesquisas, a classe de escravos em Atenas chegou a compor cerca de um terço da população no Período Clássico.

No caso da cidade-Estado de Esparta, a escravidão tinha uma organização distinta. Os escravos, ali chamados de hilotas, eram conseguidos por meio das vitórias militares empreendidas pelas tropas espartanas. Não dando grande importância às práticas comerciais, por causa de sua cultura xenófoba, a escravidão não articulava um comércio de seres humanos no interior desta sociedade. Os escravos eram de propriedade do Estado e ninguém poderia ser considerado proprietário de um determinado escravo.

O Império Romano foi uma das sociedades antigas onde a utilização da mão-de-obra escrava teve sua mais significativa importância. Em geral, os escravos trabalhavam nas propriedades dos patrícios, grupo social romano que detinha o controle da maior parte das terras cultiváveis do império. Assim como em Atenas, o escravo romano também poderia exercer diferentes funções ou adquirir a sua própria liberdade. A única restrição jurídica contra um ex-escravo impedia-o de exercer qualquer cargo público.

No primeiro século as relações entre o escravo e o seu senhor começaram a sofrer algumas alterações impostas pelo governo romano. Uma das obrigações essenciais do senhor consistia em dar uma boa alimentação ao seu escravo e mantê-lo bem vestido. No século I, os senhores foram proibidos de castigar seus escravos até a morte e, caso o fizessem, poderiam ser julgados por assassinato. Além disso, um senhor poderia dar parte de suas terras a um escravo ou libertá-lo sem nenhuma prévia indenização. Essas medidas em favor dos escravos podem ser vistas como uma conseqüência imediata a uma rebelião de escravos, liderada por Espártaco, que aconteceu em Roma no ano em 70 d. C.. Nos séculos posteriores, as invasões bárbaras e a redução dos postos militares fizeram com que o escravismo perdesse sua força dentro da sociedade romana. Com a ascensão da sociedade feudal, a escravidão perdeu sua predominância dando lugar para as relações servis.
Introdução - Geralmente apontamos o lado positivo da civilização grega, destacando o desenvolvimento cultural, político e econômico. A Grécia Antiga é o berço da democracia, das Olimpíadas e da Filosofia. Porém, esta mesma sociedade, que gerou toda esta riqueza cultural, utilizou para diversos fins a mão-de-obra escrava.

Tornando-se um escravo - Na Grécia Antiga uma pessoa tornava-se escrava de diversas formas. A mais comum era através da captura em guerras. Várias cidades gregas transformavam o prisioneiro em escravo. Estes, eram vendidos como mercadorias para famílias ou produtores rurais. Em Esparta, por exemplo, cidade voltada para as guerras, o número de escravos era tão grande que a lei permitia aos soldados em formação matarem os escravos nas ruas. Além de ser uma forma de treinar o futuro soldado, controlava o excesso de escravos na cidade (fator de risco de revoltas). Em algumas cidades-estado gregas havia a escravidão por dívidas. Ou seja, uma pessoa devia um valor para outra e, como não podia pagar, transformava-se em escrava do credor por um determinado tempo. Em Atenas, este tipo de escravidão foi extinto somente no século VI a.C, após as reformas sociais promovidas pelo legislador Sólon.

O trabalho escravo - A mão-de-obra escrava era a base da economia da Grécia Antiga. Os trabalhos manuais, principalmente os pesados, eram rejeitados pelos cidadãos gregos. O grande filósofo grego 
Platão demonstrou esta visão: “É próprio de um homem bem-nascido desprezar o trabalho”. Logo, os cidadãos gregos valorizavam apenas as atividades intelectuais, artísticas e políticas. Os trabalhos nos campos, nas minas de minérios, nas olarias e na construção civil, por exemplo, eram executados por escravos. A mão-de-obra escrava também era muito utilizada no meio doméstico. Eles faziam os serviços de limpeza, preparavam a alimentação e até cuidavam dos filhos de seu proprietário. Estes escravos que atuavam dentro do lar possuíam uma condição de vida muito melhor que os outros.

Por Rainer Sousa
Mestre em História