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terça-feira, 22 de agosto de 2017

TERCEIRO ANO - ERA VARGAS

Slides com o conteúdo das aulas:

https://www.4shared.com/office/HE9aqe4Uca/ERA_VARGAS.html


Vídeo-aula com o assunto:








Esquema-resumo:
A Era Vargas

  • Os paulistas quebram o acordo café-com-leite. Eleição fraudulenta de Júlio Prestes, após um racha no café-com-leite (São Paulo lançara Prestes e Minas lançara o gaúcho Getúlio Vargas).
  • João Pessoa, vice de Vargas, é assassinado por questões políticas locais, mas o fato é usado como conspiração contra Vargas, que aliado ao exército, precisava de um pretexto para chegar ao poder.
  • O café ainda era o principal produto de exportação, mas a crise de 29 precipitou a falência de cafeicultores paulistas, que exigiam ajuda do governo. Os mineiros não concordavam com essa ajuda.
  • Vargas chega ao governo com apoio de grupos diferentes (oligarquias, tenentes, sindicatos), mas precisava se sobrepor a eles para se firmar no poder.
  • Governo Provisório (1930-1934): primeira fase da Era Vargas. O Congresso Nacional estava fechado, a Constituição de 1934 fora anulada, os governadores forma substituídos por interventores de confiança de Vargas, que governava através de decretos.
  • Os paulistas estavam insatisfeitos: perderam o controle político nacional, e exigiam eleições para presidente, formação de uma Assembléia Constituinte, e um governador paulista (o interventor era de outro estado). A revolta gerou um princípio de guerra civil, na qual os paulistas foram derrotados por tropas federais, mas conseguiram a Constituinte e a não punição por parte do governo.
  • Governo Constitucional (1934-1937): Vargas foi confirmado pela Constituinte por mais quatro anos, mas impedido de se reeleger, como queria.
  • Constituição de 1934: trazia o voto secreto, o voto feminino e leis trabalhistas (jornada de 48 hs semanais e aposentadoria, essa última não-regulamentada)
  • Integralistas (AIB): fascistas brasileiros. Pregavam o fim da democracia liberal, o “controle da liberdade para ela sempre existir”, e que o governo deveria primar pela combinação “Deus, família e liberdade”. Tentavam usar Vargas, mas não conseguiram, e forma presos após revoltas.
  • Aliança Nacional Libertadora (ANL): associação de esquerdistas de várias correntes. Lutavam contra a exploração dos trabalhadores e do país e contra a penetração fascista.
  • A Lei de Segurança Nacional pôs a ANL na ilegalidade.
  • Intentona Comunista, promovida pela ANL, em 1935: tentativa fracassada de tomar o poder pela via armada e revoltas no quartéis de Rio, Recife e Natal. A ANL é mais perseguida ainda, tendo o Congresso aprovado as medidas autoritárias de Vargas.
  • É permitido que Plínio Salgado, líder integralista, vá para a Europa. Luís Carlos Prestes, líder comunista fica dez anos preso, e sua mulher, Olga Benário, judia e grávida, é entregue para a Gestapo (polícia política nazista).


  • Estado Novo (1937-1945): ditadura de Vargas. Congresso fechado, interventores no estados, eleições suspensas, oposição perseguida, imprensa censurada, greves ainda proibidas.
  • A ditadura se anunciava temporária, até passar o perigo, e preservar o país do interesse de “pequenos grupos”. A justificativa do golpe foi um certo “Plano Cohen”, um suposto plano criado pelo General Olímpio Mourão para que fosse divulgado como tentativa de golpe comunista.
  •  Vargas não governou exatamente sozinho. Era assistido por corpos técnicos competentes, que desenvolviam planos de governo.
  • Inovações no serviço público: os concursos substituíam parcialmente a indicação política.
  • Período de forte intervenção do estado na economia, evitando a superprodução e investindo no setor produtivo para gerar riqueza e prevenir a crise.
  • Investimentos em indústrias de base (siderúrgica, caminhões, petroquímica) e infra-estrutura (portos, ferrovias, hidrelétricas). Os empresários brasileiros não tinham recursos para investir.
  • Formação de mão-de-obra pelo SENAI (mão-de-obra industrial) e para a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), em Volta Redonda. A Europa, na Segunda Guerra, tinha dificuldades para exportar para o Brasil, cuja indústria foi forçada a fabricar produtos que antes eram importados.
  • Política de nacionalismo econômico: controlar empresas estrangeiras aqui instaladas e reservar mercado para empresas brasileiras.
  • Barganha com trabalhadores: não foi presente do governo, obediência em troca de direitos trabalhistas. Era como se fosse um prêmio por obedecer ao “pai dos pobres” e não se aproximar de comunistas. Estabelecia a sindicalização obrigatória (um sindicato por categoria) e que os sindicatos fossem subordinados ao Ministério do Trabalho.
  • Trabalhismo: política que além de direitos, tratava de criar uma imagem positiva do trabalhador e valorizar aqueles que eram dedicados ao serviço.
  • Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): Código de Leis Trabalhistas, que continha direitos e determinações para o trabalho. Os direitos trabalhistas só viriam para os filiados aos sindicatos, que seriam financiados pelo imposto sindical. Proibia greves e não estendia os direitos aos trabalhadores rurais (maioria da população na época), pois Vargas ainda precisava do apoio político dos grandes proprietários.
  • Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP): cumpria a função de censura à imprensa e propaganda política do governo e do presidente, que era exaltado como “salvador” e “pai dos pobres”.
  • Com o fim da II Guerra, Vargas estava diante de uma contradição: como pode ter apoiado forças democráticas e ser uma governo autoritário? Crescia a pressão para a convocação de eleições.
  • Vargas convoca nova Constituinte, mas incentiva um movimento que queria estender sua permanência no poder (queremismo), contra a vontade do Exército, cuja popularidade e força política estava fortalecida ao final da II Guerra. Temendo isso, Vargas dissolve a Força Expedicionária Brasileira.
  • Temendo uma estratégia de Vargas para se manter no poder, o exército o retira do governo, entrega o poder para o presidente do STF, José Linhares, que conduz as eleições. Linhares, que conduz as eleiçrega o poder para o presidente do STF, Josstender sua permanram dedicados ao serviço.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

TERCEIRO ANO- PERÍODO LIBERAL/DEMOCRÁTICA

Slides como conteúdo das aulas:
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https://www.4shared.com/office/bFAE7FVPca/Brasil_Repblica_-_1945_-_1964_.html


Vídeo-aula:



Esquema-resumo:
Período Populista

  • Discussão da época: abrir ou não a economia para o capital estrangeiro?
  • PSD: pró- Vargas,  basicamente de empresários e defensor do pequenas concessões aos trabalhadores.
  • PTB: pró-Vargas., basicamente formado por defensores do trabalhismo e do nacionalismo.
  • UDN: anti-Vargas, com discurso moralista e defensores do capital estrangeiro.
  • Comunistas: postos na ilegalidade durante a Guerra Fria. Reunia intelectuais e artistas. Pretendiam (e não conseguiram) atingir a massa de trabalhadores.
  • O cenário político girava em torno de aliados e opositores de Vargas.
  • A Segunda Guerra foi economicamente benéfica para o Brasil: aumento das exportações e industrialização.
  • Eurico Dutra (PSD) foi eleito com apoio do já deposto presidente Vargas. No seu governo, o Brasil perdeu a chance de investir na industrialização, não tirando vantagens da fraqueza industrial européia no período após a Segunda Guerra. O governo investiu em importações, favorecendo o aumento da inflação e achatando salários. Só no fim do governo Dutra, houve investimento em indústria de produtos essenciais.
  • Na Guerra Fria, o governo brasileiro adotou uma postura pró-EUA, rompendo relações com a URSS e pondo o Partido Comunista na ilegalidade, perseguindo seus membros, intervindo em sindicatos dirigidos por membros do partido.
  • Vargas foi novamente eleito (candidato pelo PTB), desta vez por voto popular, em 1950, mas com posse discutida, já que não atingira a maioria de votos.
  • Período confuso: inflação discutida (25% ao ano), acusado de incentivar sindicatos a fazer greves (e com elas, criar um clima de golpe de Estado para se manter por mais tempo no poder). Havia um intenso debate entre nacionalistas (defensores do investimento do Estado na economia) e entreguistas (defensores da abertura da economia para o capital estrangeiro). Sua atitude de dobrar o salário-mínimo irritou os empresários.
  • Limitar a remessa de lucros por empresas estrangeiras? O PTB é a favor, a UDN é contra.
  • Que ramo da economia priorizar? Agricultura (vocação histórica brasileira) ou Indústria (gerar mais riqueza).
  • Nacionalistas defendem o controle do Estado sobre as riquezas do sub-solo, criando a campanha “O Petróleo é Nosso”, que culmina com a criação da Petrobrás, irritando empresas inglesas e americanas.
  • Criação do BNDES: financiar o desenvolvimento de indústrias e energia.
  • O governo sofria intenso ataque da imprensa, especialmente do jornalista Carlos Lacerda, que foi vítima de um atentado cuja responsabilidade foi assumida pelo chefe da guarda pessoal de Vargas, que ficou ainda mais isolado na imprensa e agora, pressionado a renunciar por militares.
  • A crise política culminou com o suicídio do presidente, que deixou uma famosa carta-testamento.
  • A situação se inverteu com a morte de Vargas: ele, de vilão à herói, e seus opositores, de perseguidores a perseguidos. Lacerda foi obrigado a ir embora do país.


  • Juscelino Kubitschek: ex-prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas. Eleito presidente pelo PSD, com a promessa de fazer o país crescer “50 anos em 5”.
  • Plano de Metas: industrialização rápida abrindo a economia para empresas nacionais e estrangeiras, e às custas de endividamento externo e aumento dos gastos do governo.
  • Sua posse foi contestada, por não conseguir a maioria dos votos. Militares aliados à políticos da UDN ensaiam uma revolta em Jacareacanga, com apoio do presidente interino, Carlos Luz. Parte das Forças Armadas, lideradas pelo Marechal Lott promovem um contra-golpe que garante a posse.
  • Construção de Brasília, pela dívida externa, do déficit público e da inflação. O salário não aumentava.
  • Investimentos: a produção hidrelétrica cresceu 60%  e a de petróleo, 1150%. Garantir crescimento.
  • Substituir a agro-exportação pela industrialização e crescimento da produção de bens de consumo
  • Período de euforia: alto crescimento econômico, urbanização, vitória na Copa de 58 e Bossa Nova
  • Brasília, a “meta-síntese” e nova capital: construção rápida e cara.
  • Jânio Quadros: eleito sucessor de JK, com um discurso moralizante e com apoio da UDN (que estaria “de porre”). Ex-governador de São Paulo, se “afirmava um político diferente, que “varreria a corrupção”.
  • Jânio conseguiu desagradar até aliados: tinha uma política externa independente, condecorando Che Guevara e reatando relações com países comunistas, eliminou gastos e investimentos públicos, e tomou medidas curiosas (sobre brigas de galo e biquínis). Sua renúncia não foi explicada. Teria articulado golpe para se manter no poder.
  • O vice, João Goulart, estava em viagem à China, e era rejeitado por setores conservadores, por sua ligação com Vargas e o sindicalismo. Jânio esperava mais poderes com a rejeição ao seu vice, que teve a sua posse ameaçada, e só garantida por uma campanha (“a rede da legalidade”), e um acordo que lhe retirava os poderes através da instituição do Parlamentarismo.
  • O Parlamentarismo foi extinto por um plebiscito, que devolveu os poderes ao presidente, que a partir disso, elaborou um Plano Trienal para o resto de seu mandato, que incluía controle de gastos, renegociação da dívida externa, redução dos gastos públicos e da inflação. Não conseguiu, desagradando até aliados, mas foi boicotado pelo FMI (não renegociou dívida) e prejudicado por inúmeras greves.
  • As Reformas de Base beneficiariam os mais pobres: reforma Agrária (oposição de latifundiários), criação de impostos sobre grandes riquezas e distribuir a renda.
  • Período de agitação: Ligas Camponesas, União Nacional de Estudantes e Centros Populares de Cultura.
  • O presidente era chamado de baderneiro pela direita e fraco pela esquerda
  • Comício da Central do Brasil: a gota d’água para o fim do governo Jango. Ali ele se comprometeu a acelerar as Reformas de Base, se alinhando aos mais radicais.
  • Agitação nas forças armadas: Sargentos exigem permissão para se candidatarem a cargos políticos e Marinheiros participam de festa do sindicato, sem permissão de seus superiores. O presidente anistia os indisciplinados, para irritação de seus superiores.
  • A imprensa passa a criticar Jango, jogando a opinião pública contra o governo.
  • O governo é derrubado por um movimento militar em 31/03/64, sob a justificativa de salvar o país do comunismo, salvar a democracia (irônico), e articulado pela Escola Superior de Guerra, influenciada pelo governo dos EUA e pela Guerra Fria.

terça-feira, 18 de julho de 2017

TERCEIRO ANO - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Slides com o conteúdo das aulas:

https://www.4shared.com/office/LG7dWcEEca/SEGUNDA_GUERRA__2_.html


Vídeo-aula:




Esquema-resumo:
Segunda Guerra Mundial


  • 50 milhões de mortos: o maior conflito da humanidade. Em comum com a I Guerra, a ambição imperialista
  • Diferenças: surgiam o nazi-fascismo e o comunismo. A guerra foi entre os aliados e opositores dos primeiros
  • Inglaterra e França: aceitaram o rearmamento da Alemanha para evitar o avanço comunista
  • Avanço nazista: ocupações de Áustria e Tchecoslováquia. Itália e Japão também se expandem.
  • Pacto de não-agressão entre Alemanha e URSS: surpreendente, mas conveniente. Combinavam a divisão da Polônia, autorizava os soviéticos a ocupar Lituânia, Letônia e Estônia. Ambos queriam ganhar mais tempo e se preparar para a guerra.
  • Invasão da Polônia: Inglaterra e França percebem o perigo e declaram guerra à Alemanha.
  • A Alemanha tem um exército ágil, com a Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago) e ocupam Dinamarca, Holanda, Noruega e Bélgica. A invasão da França foi a demonstração final de força nazista. A Inglaterra só não é ocupada por ser uma ilha e ter Marinha e Aviação eficientes, apesar da força nazista.
  • Aliados (Inglaterra, França e União Soviética) contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Não era exatamente todos contra todos. Alemanha não estava em guerra com a União Soviética (ainda).
  • O Japão ataca na Ásia: China e Indochina para cortar fornecimento de borracha para Aliados, mas acaba afetando os EUA, que protestam e congelam bens japoneses em seu território. A solução para os aliados é produzir borracha no Brasil.
  • Em represália aos americanos, os japoneses atacam a base naval de Pearl Harbor, forçando a entrada americana na guerra (ao lado dos aliados), que se torna realmente mundial.
  • Rompendo o acordo, a Alemanha ataca a URSS, de olho em seu petróleo, cereais e outras matérias-primas.
  • Depois de intensas batalhas e milhões de mortos (principalmente em Stalingrado), os soviéticos expulsam os alemães de seu território, usando a tática da “terra arrasada” dentro do inverno rigoroso local.
  • Virada aliada: os italianos sofrem derrotas na África (e  nem o socorro alemão evita a derrota), os japoneses são derrotados na Ásia e no Pacífico e os alemães são expulsos da França (na operação chamada de Dia D)
  • Os aliados atacam a Alemanha, forçando seu exército a retornar e tentar defender seu país.
  • Holocausto: nos campos de concentração, milhões de pessoas (dentre elas, 6 milhões de judeus) foram assassinados. Lá, eram explorados ao extremo o seu trabalho e de outras minorias discriminadas (ciganos, Testemunhas de Jeová, “não-arianos” e homossexuais)
  • Mussolini é afastado do poder, a Itália passa ao lado aliado. O antigo líder fascista, ao tentar fugir, é preso, fuzilado e seu cadáver é pendurado em um poste ao lado do cadáver de sua amante.
  • Acuado, Hitler não quer ter o mesmo fim, e se mata, junto com sua esposa. Deixou ordens para nunca encontrarem seu corpo. O país se rende e é dividido em quatro zonas de ocupação, que mais tarde, se tornam a Alemanha Oriental (influência soviética) e Alemanha Ocidental (influência de EUA, Inglaterra e França).
  • O Japão não se rende até que é alvo dos primeiros bombardeios nucleares contra populações civis em Hiroshima e Nagasaki.
  • Ao final do conflito, os principais culpados (na ótica dos aliados) são julgados em Nuremberg e condenados. Optou-se por penalizar os líderes, não a nação alemã, para evitar a criação de um sentimento de revanche.
  • Surge a Organização das Nações Unidas (ONU), destinada a evitar novos conflitos e promover a cooperação entre os países.

terça-feira, 20 de junho de 2017

TERCEIRO ANO - NAZI-FASCISMO

Slides com os conteúdos das aulas:


https://www.4shared.com/office/Q0yTD9Hnei/SLIDES_NAZISMO.html


Vídeo-aulas:


 







Esquemas-resumo: 

Fascismo e Nazismo

  • Europa pós I Guerra: fome, miséria e desespero. O Estado liberal e democrático fracassava, e surgia a defesa do autoritarismo, onde um grupo centralizador agiria em nome de todos.
  • Surgiam pequenos grupos violentos que ganhavam adeptos.
  • Comunistas: ganhavam popularidade com o desenvolvimento da URSS, e tentando eliminar o capitalismo.
  • A alta burguesia queria um governo que reprimisse os comunistas, disciplinasse os trabalhadores e acabasse com a crise. A Classe-Média e a pequena burguesia, com a queda no padrão de vida, acreditavam que as greves e a inflação gerassem tumultos. Para ambos, o nazi-fascismo aparecia como solução.
  • Idéias: anti-comunismo, anti-liberalismo, totalitarismo, culto à violência, xenofobia, nacionalismo, racismo, obediência ao chefe, irracionalismo. A democracia seria governo de fracos e corruptos.
  • Na Itália, havia uma decepção com a Primeira Guerra e com a crise econômica.
  • Fascistas na Itália: militares, veteranos de guerra, desempregados, bandidos, apoiados por empresários para perseguir sindicalistas e comunistas. Pregavam a superioridade do povo italiano.
  • Marcha Sobre Roma (1922): Chegada de Mussolini ao poder, confirmada por eleições fraudulentas e confirmada por uma intensa caçada à opositores.
  • Expansão militar: ocupação de Albânia, Etiópia, Absínia e Líbia e Tratado de Latrão: a Igreja Católica apóia o fascismo, em troca da cessão do Vaticano, e da oficialização do ensino católico nas escolas.
  • Apesar de tudo, a Itália cresce economicamente, dando apoio ao governo fascista.
  • Carta del Lavoro: pregação de união de classes. O Estado agiria como árbitro para intermediar conflitos entre patrões e empregados. Na verdade, tratava-se de um instrumento patronal.
  • Nazismo alemão: cresce pelos mesmos motivos da Itália, se aproveitando da crise, com propaganda eficiente e promessa de solução. Aproveitavam a divisão de seus adversários, mesmo sem nunca terem vencido eleições. Incendiaram o Reichstag (Parlamento), culpando os comunistas.
  • Hitler não fez nada sozinho. No seu discurso, se aproveitou da humilhação do pós-guerra, em que a Alemanha foi humilhada, da onda de desemprego.
  • O presidente von Hindenburg o nomeia chanceler (primeiro-ministro, 1933), e com sua morte, acumula os cargos e é nomeado Fürher (líder, 1934). Elimina a oposição, fazendo com que o país se nazificasse, através de uma eficiente máquina de propaganda e uma polícia secreta (Gestapo) e implantação de campos de concentração para inimigos do governo.
  • Perseguição aos judeus: ponto-chave do nazismo: já eram perseguidos na Europa desde a Idade Média. Considerados culpados pela morte de Cristo, sem-pátria, usurários. Eram o bode expiatório perfeito para os nazistas. Foram afastados do serviço público e da convivência com o restante da sociedade.
  • Nem todo alemão era nazista, apesar do amplo apoio dado à Hitler.
  • A Alemanha se reergue, impulsionada pela indústria militar, sob vista grossa da Europa, que não faz nada para deter as invasões da Áustria e Tchecoslováquia. Pelo contrário, torcem para que um conflito entre Alemanha e União Soviética arrasem os dois países.
  • Guerra Civil Espanhola: fascistas espanhóis (falangistas) tentam derrubar os anti-fascistas do poder, com apoio da alta burguesia, Igreja Católica e forças militares italianas e alemãs, que fazem um campo de testes para a II Guerra. Liderados por Franco, tomam o poder, e instalam uma ditadura por mais de 30 anos.

terça-feira, 16 de maio de 2017

TERCEIRO ANO - REPÚBLICA VELHA/REPÚBLICA DO CAFÉ-COM-LEITE

Slides disponíveis em:
https://www.4shared.com/office/_A7QcGrGce/SLIDES_REPBLICA_VELHA_Recupera.html

Vídeo-aulas:






Esquema-resumo:



A República Velha

  • Os Republicanos não agiam em conjunto: os civis queriam liberdade (individual, política, divisão de poderes, autonomia regional), e os militares positivistas queriam ordem pública e moral.
  • O Povo continuava de fora das decisões políticas.
  • O presidente Deodoro da Fonseca não conseguiu acomodar aliados, e diante da crise, tentou um golpe e foi obrigado a renunciar.
  • A Constituição Republicana foi uma vitória liberal, ao modelo dos EUA: cria os Estados Unidos do Brasil, com federalismo (os estados organizando impostos, força pública e justiça). Só sofreriam intervenção caso a ordem republicana estivesse ameaçada. Os poderes eram autônomos ( o moderador acabou) . Símbolos nacionais: bandeira (positivista) e um herói (Tiradentes) para criação de uma unidade mística
  • Governo Floriano Peixoto: vice de Deodoro, que deveria convocar eleições (e não fez). Período de agitação, com disputa entre militares, fazendeiros e civis radicais pelo poder .
  • Encilhamento: fabricação de dinheiro para estimular a economia. Gerou inflação e golpes financeiros contra o governo. Houve uma desvalorização da moeda, bom para quem exportava, mas ruim para quem importava e para a inflação.
  • Revolução Federalista: disputa pelo poder no Rio Grande do Sul, contra a qual o governo federal não conseguiu fazer nada.
  • Eleições fraudulentas: poucos votavam, o voto aberto e funcionava como cabresto e currais eleitorais. Mulheres, menores de 21 anos, soldados padres e analfabetos não votavam (fazendo 99% da população). A Comissão Verificadora de Poderes impedia a posse de “inconvenientes” às oligarquias.
  • O voto funcionava na base da barganha e ameaça. As fraudes eram comuns (votos duplicados, “mortos” votando, votos duplicados).
  • Oligarquias estaduais: um pequeno grupo político controlava a política dos estados, com apoio do governo federal. Os estados ganhavam força.
  • Política dos Governadores: o governo federal apoiava as oligarquias estaduais dominantes contra oligarquias adversárias, e em troca, recebia colaboração política contra seus opositores.
  • Política do café-com-leite: São Paulo e Minas se revezavam na indicação de presidentes.
  • A Igreja não recebia mais ajuda do Estado. Não existia mais religião oficial, e a Igreja era autônoma.
  • Crise: o preço do café despencava no mercado. Havia uma superprodução. Pelo Acordo de Taubaté, o governo se comprometeu a comprar o excedente de café a um preço alto, fazendo mais dívidas.
  • A política do café se tornou questão de interesse nacional.
  • Ciclo da borracha: látex extraído da seringueira. Aumento do consumo mundial de borracha no mercado mundial, e a Amazônia se torna o maior produtor, recrutando mão-de-obra local e imigrantes nordestinos, principalmente. Surgiam os “barões da borracha”, ricos plantadores locais.
  • A produção inglesa de borracha na Ásia fez a brasileira entrar em decadência, encerrando o ciclo.
  • Surgiam as primeiras indústrias, ainda pequenas, como substituição de bens importados de baixo valor. Não havia capitais, nem tecnologia para grandes industrialização. Sai o capital inglês, entra o capital dos EUA. A Primeira Guerra impedia a vinda de mercadorias européias.

Revoltas Rurais na República Velha

  • Foi mais fácil derrubar a monarquia do que fortalecer a República.
  • As revoltas desmentem a idéia de pacificidade do povo brasileiro.
  • O Brasil que crescia no meio urbano e o Brasil que era atrasado no meio rural: contradição.
  • As oligarquias estaduais favoreciam principalmente a cultura cafeeira: não havia legislação trabalhista.
  • Canudos: comunidade religiosa, organizada no interior da Bahia, muito organizada e que muito organizada. Condenava a República, os impostos e os latifúndios. Resistiram a três expedições militares, mas foram massacrados.
  • Euclides da Cunha, em “Os Sertões”: reportagem científica, semi-racista, mas que rendeu um livro primoroso.
  • Guerra do Contestado: movimento messiânico surgido da expulsão de camponeses. O governo age para massacrá-los, e liberar a área para empresas americanas construírem uma ferrovia.
  • Cangaço: banditismo social. Mistura de crime e miséria. Os cangaceiros, assim como no caso de Lampião, se tornaram lenda. Não eram exatamente uma espécie de Robin Hood.
  • Padre Cícero. O “coronel de batina”, era assistencialista, mas aliado dos coronéis. Defendia publicamente o domínio da família Acioly.
  • Ocupação econômica da população brasileira em 1920: 70% primário, 13% secundário e 17% terciário.
Revoltas Urbanas na República Velha

  • Revolta da Vacina: reforma no Rio de Janeiro, vacinação obrigatória e quebra-quebra no Rio de Janeiro.
  • Revolta da Chibata: a Marinha comprava navios novos, mas não abolia castigos físicos. Os marinheiros, de posse das embarcações, e sob a liderança de João Cândido, o “Almirante Negro”, ameaçavam bombardear o Rio de Janeiro.
  • Proletariado com baixos salários e sem direitos trabalhistas. Surgem as primeiras greves e os primeiros sindicatos.
  • Houve a chegada de cerca de um milhão de imigrantes europeus à São Paulo, especialmente italianos. Alguns deles com capital suficiente para abrir suas empresas.
  • “A questão social é caso de polícia”, frase do presidente Washington Luís. A ordem era reprimir com violência qualquer manifestação que reivindicasse direitos sociais.
  • Os primeiros sindicatos tinham influência anarquista: pretensão de eliminar o Estado e a propriedade privada.
  • Fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), sob a orientação marxista-leninista, e a influência da criação da União Soviética. No começo, menos influentes que os anarquistas.
  • A Lei Eloy Chaves concedia a aposentadoria para ferroviários (primeira categoria beneficiada).
  • Os patrões incentivam a fundação de sindicatos amarelos ou pelegos (submissos).
  • Em 1922, as oligarquia de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul lança, Nilo Peçanha candidato em oposição ao café-com-leite. Apesar disso, eram “estados de segundo escalão”. Perderam as eleições, mas mostraram que Minas e São Paulo teriam dificuldades para manter o domínio político.
  • Tenentismo: movimento surgido entre jovens oficiais do exército (genericamente chamados tenentes), que defendiam um governo centralizado, combate às oligarquias, fraudes eleitorais, coronelismo, atraso econômico e corrupção. Possuíam idéias nacionalistas, mas queriam concentrar o poder nas mãos dos militares. Se aproximam das oligarquias dos estados de segundo escalão para combater Minas e São Paulo.
  • Dezoito do Forte: revolta suicida em Copacabana. O presidente Artuir Bernardes decreta “estado de sítio”, e os direitos individuais do cidadão são suspensos para evitar a disseminação da “desordem”.
  • Coluna Prestes: iniciada no Rio Grande do Sul, encontra outros militares em São Paulo. Marcha 25.000 Km invicta pelo país, comandada por Luís Carlos Prestes, chamado de “Cavaleiro da Esperança”.
  • Tenentes divididos: entre comunistas, getulistas e fascistas. Getúlio Vargas se aproveita da divisão e os usa para chegar ao poder e se manter nele.

terça-feira, 11 de abril de 2017

TERCEIRO ANO - CRISE DE 29

Slides disponíveis em:


Vídeo-aula:



Esquema-resumo:


A Crise de 1929 e a Grande Depressão



  • EUA: a maior potência mundial após a I Guerra, e os maiores credores também. A Europa estava arrasada e em dificuldades de produzir. Sua indústria e agricultura estavam em alta.
  • “Loucos anos 20”: músicas e cinema renovados. Período de emancipação social das mulheres.
  • Bolsa de Valores: preço de ações baseados na Lei da Oferta e da Procura. O lucro aumentava o valor.
  • Lei Seca: proibição do álcool entre 1919 e 1933, gerando contrabando e tráfico. Foi um período de corrupção e violência.
  • O crédito fácil gerava superprodução, mesmo sem ter para quem vender. Especuladores arriscavam na Bolsa de Valores, para obter lucro fácil.
  • Quebra (crack) da Bolsa de Nova York, em 1929, com o preço das ações em queda livre. A falência de empresas foi em série (85 mil empresas, dentre elas, 10 mil bancos). Em 1934, a economia estadunidense produzia metade do quem em 1929, arrastando a economia mundial para o buraco. Milhões de desempregados repentinamente.
  • A crise revelava o fracasso do modelo econômico de não-intervenção do Estado na economia. O vale-tudo do mercado financeiro revelou que o setor privado não sabe se auto-regular.
  • Franklin Roosevelt é eleito presidente em 1932, e passa a seguir as idéia de John Keynes: O Estado deveria salvar o capitalismo da crise, intervindo e investindo na economia.
  • New Deal (Novo Acordo): plano de investimentos que consistia em criar um programa de obras públicas, aumentando empregos e estimulando a economia, e criando leis para proteger trabalhadores em tempo de desemprego.
  • A solução foi lenta: só durante a II Guerra Mundial (1939-1945) salvou de vez a economia dos EUA. A Europa, novamente em guerra, precisava importar artigos de necessidade dos EUA.
  • A crise capitalista não atingiu a URSS, que era praticamente autônoma, além de não depender do capital privado, e das crises a que ele está submetido.