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terça-feira, 18 de julho de 2017

SEGUNDO ANO - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Slides com o conteúdo das aulas:

https://www.4shared.com/office/V-nv6vYqei/REVOLUO_INDUSTRIAL__1_.html


Vídeo-aula:



Esquema-resumo:

  • O desenvolvimento das máquinas fez com que o trabalho humano fosse substituído pela automação e o surgimento de novas relações de produção
  • O desenvolvimento do comércio fez aumentar a concorrência entre os países. Era preciso oferecer produtos melhores e mais baratos.
  • A Inglaterra sai na frente: camponeses expulsos de suas terras formavam um contingente de mão-de-obra barata, e além disso, a população crescia muito rápido. Máquinas à vapor, reservas de carvão e minério de ferro e máquinas agrícolas faziam crescer a indústria têxtil.
  • Era preciso capital, que veio do comércio colonial e da rica burguesia.
  • As cidades crescem e passam a receber camponeses expulsos de suas terras.
  • Proletários: trabalhadores que só tinham a sua força de trabalho para vender. Não possuíam bens.
  • Divisão do Trabalho: o trabalho fica especializado e repetitivo.
  • Não havia legislação trabalhista: baixos salários, jornadas longas, não haviam direitos trabalhistas e assistência do governo.
  • Ludismo: movimento de destruição das máquinas, para evitar desemprego e pressionar patrões. Foi um fracasso, e só gerou mais repressão.
  • Sindicatos: associações de trabalhadores. Fundos de ajuda mútua entre trabalhadores. Deram início às greves como forma de pressão.
  • Carta do Povo (cartismo): movimento que exigia participação popular nas eleições e na política. No período, as eleições eram censitárias (de acordo com a renda)
  • Adam Smith: para ele, o egoísmo tinha um lado bom, trazendo benefícios para a economia, como a concorrência. Acreditava que o crescimento econômico estimularia a economia e traria o fim da pobreza.
  • O Estado deveria intervir o mínimo na economia e na sociedade.
  • Malthus: defendia que o crescimento populacional se dava de forma geométrica, enquanto a produção de alimentos, aritmeticamente. O governo não deveria oferecer ajuda para os pobres, que seriam responsáveis pela fome. Sob sua influência, o governo acabou com a ajuda aos desempregados.

Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
Ano 6
Produção de alimentos
5
7
9
11
13
15
População
2
4
8
16
32
64

  • A Revolução Industrial estimulou o crescimento das cidades e da pobreza ao seu redor.
  • As condições de vida eram deploráveis: as pessoas moravam amontoadas em casas localizadas em bairros paupérrimos
  • A Inglaterra, com a Revolução Industrial, se firmou como a maior potência mundial da época.


terça-feira, 16 de maio de 2017

SEGUNDO ANO - ECONOMIA COLONIAL

Slides com os conteúdos das aulas:

https://www.4shared.com/file/45pSRDDuei/SLIDES_ECONOMIA_COLONIAL.html

Vídeo-aulas:




Esqumas-resumo:



O período da cana-de-açúcar

  • Produto caro na Europa, que encontrou solo fértil no Brasil.
  • Engenhos: as usinas daquele tempo e centros produtores de açúcar. Eram latifúndios com imensas plantações e máquinas para a produção.
  • Sesmarias: terras recebidas dos donatários, com a preocupação de ocupar e produzir.
  • A principal mão-de-obra era a escrava (“as mãos e os pés do senhor de engenho”). A=Os melhores engenhos tinham máquinas movidas a tração animal. Pequenos proprietários produziam aquilo que faltava nos engenhos, fortalecendo o comércio no mercado interno. Os portugueses já plantavam cana-de-açúcar na Ilha da Madeira, com sucesso.
  • Modelo plantation: latifúndio, monocultura e exportação.
  • Técnicos no engenho para cuidar das máquinas: mão-de-obra livre, trabalho especializado e bons salários
  • Nordeste: condições favoráveis de solo, administração das capitanias e proximidade com a Europa.
  • Família patriarcal: toda ela sob o comando chefe, que determinava o rumo de seus membros, com poder de vida e morte sobe todos. A sociedade era ruralizada.
  • Haviam leis que obrigavam os fazendeiros a venderem somente para comerciantes portugueses.
  • Os holandeses emprestavam dinheiro a juros para a produção do açúcar, que era levado para a Holanda para refino e distribuição no resto da Europa. Rota do açúcar: Brasil > Portugal > Holanda > consumidores.
  • União Ibérica: o trono português, que estava vago, foi ocupado pelo rei espanhol Filipe II. Espanha e Holanda eram rivais na política européia, e a primeira impôs barreiras para a participação holandesa na produção da cana-de-açúcar brasileira.
  • Invasões holandesas ao Nordeste brasileira: fracassou em Salvador (1624), e sucesso no Recife (1636), para não perder o controle sobre o comércio do açúcar.
  • Para obter o apoio dos donos de engenho, os holandeses não ameaçaram sua propriedade, e enviam o príncipe Maurício de Nassau, que faz uma eficiente administração, mas que desagrada aos seus chefes, com a sua popularidade e os gastos com a urbanização.
  • Fim da União Ibérica: Portugal retoma a independência. Era fundamental para os portugueses a retomada do lucrativo comércio açucareiro. No entanto, os produtores de açúcar estavam satisfeitos com a relação comercial com os holandeses
  • Sofrendo com a concorrência inglesa no comércio europeu, os holandeses passaram a explorar os senhores de engenho, que passaram a apoiar a retomada portuguesa.
  • Expulsos, os holandeses foram plantar a cana-de-açúcar nas Antilhas, rebaixando os preços.
  • Nem só a cana-de-açúcar era produzida no Nordeste. Havia uma produção pecuária (com trabalhadores livres) e de produtos alimentícios, para abastecer o mercado interno, além de uma razoável produção de algodão, mandioca e milho. A produção de tabaco servia para a troca por escravos no mercado externo.
  • Tentativas de ocupação francesa no Brasil, no Rio de Janeiro e em São Luiz, por motivos religiosos.
  • Revolta dos Beckman, no Maranhão, contra as Companhias de Comércio e pela escravidão de índios.
  • Guerra dos Mascates: Senhores de engenho (Olinda) contra os comerciantes (Recife). Recife se tornara vila emancipada de Olinda, e mais tarde, a capital da Capitania.
  • A expansão do território brasileiro

    • Nem sempre o Brasil teve esse tamanho e poucas regiões haviam, até 1700, sido ocupadas de fato (Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo). A desatenção espanhola permitiu o avanço sobre a Linha de Todersilhas.
    • Os portugueses construíram fortalezas na Amazônia (beira de rios), incentivaram missões jesuíticas (para a cólera de drogas do sertão, que enriqueceram a ordem e a Igreja).
    • Interesse português no rio da Prata: fundação da Colônia do Sacramento (atual Montevideo, Uruguai) nas terras espanholas, instalando um porto de frente para Buenos Aires.
    • Envio de imigrantes da Ilha portuguesa dos Açores para Desterro (atual Florianópolis) e Porto dos Casais (atual Porto Alegre).
    • Missões jesuíticas no Sul: gado, erva-mate para índios, que trabalhavam sob rígido controle, apesar de serem defendidos por religiosos de ataques bandeirantes.
    • União Ibérica (1580-1640): Portugal e Espanha tinham o mesmo rei, mas governos diferentes.
    • Bandeirantes: caçadores de escravos indígenas e busca de metais preciosos. Partiam geralmente de São Paulo, e contavam até mesmo com índios “aculturados” no seu grupo. Chegam até o Nordeste, e ultrapassam a linha de Todersilhas. A pouca atividade econômica de São Paulo os fazem ter pouco contato com a metrópole.
    • Em São Paulo era comum que a língua tupi fosse mais usado até que o português. A falta de mulheres brancas (as condições de vida eram péssimas) estimulou os brancos a se unirem com as índias.
    • Os bandeirantes também atacam quilombos, como o caso de Palmares, destruído após um ataque a partir de São Paulo.
    • A Confederação Indígena dos Cariris também foi atacada. Tratava-se de um aglomerado indígena que estava sob proteção de religiosos, entre a Bahia e o Piauí. Na impossibilidade de se escravizar, trinta mil índios foram mortos e tiveram a cabeça decepada.
    • A ocupação holandesa na África Portuguesa dificultou a vinda de escravos negros, encarecendo o “produto”. Era mais barato caçar índios, mesmo com a oposição da Igreja.
    • Período barroco nas artes: dos séculos XVI ao XVIII. Poesias satíricas de Gregório de Matos (o Boca do Inferno) e complexos textos do Padre António Vieira. As igrejas do Século XVIII (Minas no período da mineração) não eram barrocas, mas no estilo rococó.
    • Os franceses fundam São Luiz, e para defender o Nordeste brasileiro, os portugueses constroem fortalezas que dão origem à cidades (Natal, Fortaleza e João Pessoa)
    • Ouro e diamante só foram descobertos em escala razoável no fim do século XVII.
    • O Tratado de Madrid praticamente configurou o território brasileiro.O território se expandiu rumo à Oeste e a Amazônia foi ocupada.
    • Resistência de índios e jesuítas em Sete Povos das Missões, atacados e trucidados por espanhóis e portugueses. Os índios e jesuítas não aceitavam que seu território saísse do controle espanhol e passasse para o português.

    A mineração no Brasil

    • Exploração concentrada na região das Minas Gerais, no leito de rios ou minas terrestres. Se concretizava o sonho de extrair metais preciosos, assim como faziam os espanhóis na América.
    • A notícia da existência de minas atraiu inúmeros aventureiros, que iam em busca de lucro fácil.
    • Guerra dos Emboabas: Minas pertencia à Capitania de São Paulo (antes, boa parte pertencia ao Espírito Santo), cujos bandeirantes descobriram ouro na região e não aceitavam a presença de forasteiros, chamados de Emboabas nos garimpos. Depois de conflitos armados entre as partes, o governo português assumiu o controle da região mineradora, e criou a Capitania das Minas Gerais.
    • Quase a totalidade dos trabalhadores eram escravos, alguns dos quais, que conseguiam ascensão social, como nos casos de Chico Rei e Chica da Silva.
    • A área descoberta era dividida em quinze lotes (datas). Uma para o descobridor, uma para a Coroa portuguesa, e as demais eram leiloadas.
    •  O governo ainda cobrava o quinto (20%) de todo o ouro encontrado. Nas Casas de Fundição, o ouro é derretido e transformado em barras. A não-circulação do ouro em barras configurava contrabando.
    • Foi determinado que o ouro somente poderia ser levado do Brasil através da Estrada Real, que conduzia ao Porto do Rio de Janeiro. Estradas e navegação para o Espírito Santo foram proibidas e sintetizadas na frase: “quanto mais caminhos houver, mais descaminhos haverá”.
    • A capital brasileira foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, para fiscalizar mais de perto a mineração. Ali se instalavam os traficantes de escravos.
    • Tratado de Methuen, entre Portugal e Inglaterra, chamado de “panos e vinhos”. Os portugueses deveriam comprar tecidos ingleses e vender vinhos, em cotas muito menores, como pagamento de dívidas comerciais. Como conseqüência, os lucros da mineração brasileira se encaminhavam para os ingleses.
    • O crescimento urbano exigiu que produtores de outras regiões levassem seus produtos para a região mineradora. Não havia comida para todos, e ser comerciante de alimentos poderia dar mais lucro que ser dono de minas.
    • A sociedade açucareira era rural, e a mineradora era urbana. As pessoas mais ricas moravam na cidade.
    • Surgia uma classe-média colonial, em função da mobilidade urbana e social da economia mineradora. Apesar disso, ainda apenas o filho mais velho tinha acesso à herança.
    • A ostentação do período se refletiu nas Igrejas e expressões artísticas, como pinturas e esculturas, nas quais se destacaram as obras de Aleijadinho.
    • A criação de gado ligava a região mineradora com o Sul e o Nordeste do Brasil. A carne era levada charqueada para o consumo nas minas, pouco se dedicava à pecuária.
    • Outros produtos consumidos: açúcar, algodão e drogas do sertão (castanha, baunilha, guaraná, cacau, etc).
    • A crise portuguesa, a queda na extração e o aumento do contrabando forçou a criação de uma cota fixa para o pagamento do quinto. Por isso, foi instituída a derrama, o confisco de bens para que se atingisse a meta.
    • A instalação de fábricas era proibida no Brasil, por conta do pacto Colonial português.
    • Os jesuítas foram expulsos do Brasil, e seus bens (terras e escravos) foram confiscados.

    Revoltas no Período Colonial

    • Influências: Iluminismo e Independência dos EUA.
    • O Brasil crescia muito, e a exploração portuguesa fazia crescer a idéia de que o Brasil era excessivamente explorado pela Coroa Portuguesa.
    • Estudantes vindo da Europa, influenciados por noções de liberdade e política da época.
    • Inconfidência Mineira: justificada pela exploração na região mineradora. Quase todos os membros pertenciam à elite local (donos de terra, escravos, minas e gado, juízes, médicos, padres e militares). Tiradentes era o único pobre que foi descoberto.
    • Planos dos inconfidentes: independência, criação de indústrias e faculdades. No entanto, não se falava em acabar com a escravidão.
    • A rebelião nunca chegou a acontecer. Joaquim Silvério dos Reis delatou seus companheiros em troca do perdão de suas dívidas com o fisco.
    • Na devassa (processo), Tiradentes foi o único enforcado. Alguns foram perdoados, outros degredados para a África. Cláudio Manuel da Costa foi “encontrado” morto na prisão.
    • A memória de Tiradentes como herói só seria resgatada após a Proclamação da República, quand se precisava de um herói “brasileiro” e republicano (D. Pedro I era português e identificado com a monarquia).
    • Conjuração baiana: de caráter mais popular, e inspirada pela Revolução Francesa. Se falava inclusive em fim da escravidão, atraindo a participação de escravos. O movimento foi abortado logo no seu começo e o massacre foi maior que na Inconfidência Mineira.
    • As idéias liberais vindas da maçonaria começavam a chegar ao Brasil no fim do século XVIII.
    • Diferenças entre mineiros e baianos: em Minas, havia a decadência do ouro, e na Bahia, o início de recuperação do açúcar forçou a alta dos preços e trouxe o povo para a revolta.
    • A maior participação popular na Conjuração Baiana, o que assustou mais as elites.Esse grupo passou a colaborar com as autoridades portuguesas temendo a perda de controle da situação para o povo.
     

segunda-feira, 10 de abril de 2017

SEGUNDO ANO - ESCRAVIDÃO E ABOLIÇÃO NO BRASIL

Vídeo-aulas:





Slides disponíveis em:

https://www.4shared.com/office/6RA1dbRsba/SLIDES_ESCRAVIDO_BRASILEIRA__1.html

https://www.4shared.com/office/DERkPJ-8ce/SLIDES_ABOLIO.html

Esquemas-resumo:



A escravidão



  • Os escravos eram a solução para a falta de mão-de-obra para Portugal, que tinha população pequena. Os índios foram os primeiros escravos.
  • Mortalidade e resistência dos nativos: vinda de escravos negros. Mesmo assim, os índios foram expulsos de suas terras, e sofriam com doenças para as quais não tinham resistência. Sua luta contra a escravidão foi mais bem-sucedida (eram unidos, e conheciam o território).
  • Houve um massacre físico, étnico, religioso e cultural. O português impôs a sua visão de mundo.
  • A Igreja Católica tinha o monopólio da cultura e da educação. Se encarregou da difusão do catolicismo e se associou ao Estado português para evitar que a  Reforma Protestante chegasse ao Brasil.
  • Os padres ainda foram contrários à escravidão indígena, a quem convertia e explorava o trabalho, mas aceitava a escravidão de negros (a quem tentava convencer que a escravidão era um castigo merecido). Os jesuítas eram responsáveis pela evangelização e educação de colonos (ricos e pobres) e de índios. Foram responsáveis pela unificação lingüística e cultural, protegendo os índios da escravidão, mas mantendo-os sob seu controle.
  • Missões jesuíticas (ou aldeamentos ou reduções): onde os índios eram acolhidos, catequizados e tinham seu trabalho explorado. Bandeirantes, para escravizar índios, chegavam a entrar em confronto armado com padres.
  • “Guerras justas”: os bandeirantes poderiam atacar os índios se fossem atacados primeiro. Era a desculpa necessária para a escravidão indígena.
  • Quilombos: espécie de aldeias para escravos fugitivos. Eram uma comunidade de iguais.
  • Resistência pacífica à escravidão: “corpo mole”, abortos, suicídios, uso do corpo como objeto sexual.
  • Quem determinava a escravidão da criança era sua mãe: filho de escrava é escravo, mesmo que o pai fosse o dono de sua mãe. Era comum que a criança fosse vendida ou seu pai não o acolhesse.
  • Era comum que um ex-escravo que obtivesse um bom dinheiro comprasse escravos, ou que jutasse dinheiro para comprar a alforria de seus parentes.
  • Quilombo dos Palmares: o maior de todos, destruído com muita dificuldade. Chegou a ter 20 mil moradores sob a liderança de Zumbi, e chegou a estabelecer comércio regular com povoados vizinhos.
  • A maior parte do tráfico negreiro era feita por comerciantes residentes no Brasil. Alguns eram mais ricos que fazendeiros e ainda emprestavam dinheiro. Ter escravos era sinônimo de status social.
  • Dominação de escravos: uso de castigos físicos, feitores, mutilação do corpo, venda de filhos. No entanto, a inutilização física de um escravo significava prejuízo para o seu dono.
  • Os escravos poderiam ser alugados, emprestados ou ter a sua propriedade dividida.
  • Muitos acreditavam que a escravidão seria uma punição para o pecado e a idolatria. Haviam “prêmios” para bem comportados, como mais comida, folgas, trabalho leve e roupas melhores.
  • Escravos libertos: não tinham a mesma condição que os livres. Poderiam obter a liberdade através de compra de  alforria ou doação de seus donos, normalmente como prêmio pelo bom comportamento.
  • Brechas na escravidão: os escravos poderiam plantar e criar animais, melhorando a sua alimentação e tendo uma pequena fonte de renda.
  • Escravos de ganho: saíam da propriedade para ganhar algum dinheiro para seu dono.
  • Alguns escravos se especializaram em determinadas profissões a ponto de se destacarem, e caso se tornassem livres, poderiam receber boas quantias pelo seu trabalho.


  • Abolição da Escravatura

    • Processo lento: donos de escravos queriam retardar o fim, mas o movimento abolicionista o apressou.
    • Ter escravos era questão de status, e até ex-escravos os possuíam. Um escravo poderia ser vendido, emprestado, alugado, ou ter a sua propriedade dividida. Ter escravos era símbolo de status.
    • Interesses ingleses: evitar concorrência com produtos de suas colônias, interesses em mão-de-obra na África, criar um mercado consumidor no Brasil, e (algum) interesse humanitário, por pressão da sociedade.
    • Lei de D. Pedro I, proibindo o tráfico: “para inglês ver”. Os ingleses reagem com a Lei Bill Aberdeen.
    • Lei Eusébio de Queiroz: fim (de verdade) do tráfico internacional. A solução para a não-redução da quantidade de escravos nos cafezais foi a vinda de escravos do Nordeste, que já estava empobrecido.
    • O cafeicultores do Oeste Paulista, donos de terras mais férteis, souberam fazer melhor a transição para o trabalho livre. Os do Rio de Janeiro preferiam insistir na escravidão.
    • Imigração européia: os imigrantes fugiam do desemprego causado pela industrialização e da miséria no campo na Europa. Para o governo brasileiro, seria a solução para a falta de mão-de-obra, “branquear” a população brasileira e a inserir na “civilização”. Os trabalhadores nacionais foram discriminados.
    • Parceria: regime de trabalho dos imigrantes que estabelecia a divisão dos lucros e que o imigrante ficasse responsável por todas as despesas. A situação era prejudicial aos imigrantes. Colonato: o imigrante tinha uma fonte de renda fixa, parte dos lucros e possibilidade de usar a terra ara obter outras fontes de renda.
    • Lei de Terras: só era dono quem comprasse a terra ou comprovasse o seu registro. Essa regra provocou a falsificação de documentos de propriedade. A lei uma espécie de Reforma Agrárias às avessas, prejudicando pobres e ex-escravos. Nos EUA, o Homestead Act privilegiava o usucapião (posse da terra).
    • Decadência do Nordeste: redução de escravos, a terra não era propícia para o cultivo do café e o trabalhador era explorado em sistemas como a meia e o cambão.
    • O alto custo da manutenção de escravos, como a vigilância, fez muitos fazendeiros abandonarem a escravidão. O imigrante não precisava ser comprado, não recebiam sem trabalhar, e nem eram vigiados. A diminuição da quantidade de escravos e as fugas e rebeliões fizeram os custos dos escravos disparar.
    • Luta pela abolição: aumento das fugas, rebeliões e destruição das fazendas. Vigiar era mais caro que produzir. Em 1880, eram 1 milhão de escravos, e em 1888, 750 mil.
    • Abolicionismo: usavam de passeatas, propagandas na imprensa como pressão. Haviam abolicionistas moderados (abolição pela lei) e abolicionistas radicais (abolição por revoltas).
    • O exército não queria mais capturar fugitivos, fazendo papel de capitão-do-mato.
    • Leis do Ventre Livre (1871): liberdade para os escravos nascidos a partir daquela data, com os donos escolhendo ficar com eles até os oito anos (recebendo indenização) ou usar seus serviços até os 21. Muitos donos de escravos falsificavam documentos de nascimento, para evitar que fossem enquadrados na lei. A escravidão acabou antes que a lei completasse 21 anos.
    • Lei dos Sexagenários: liberdade de escravos com mais de 60 anos com mais três anos de serviço, ou aos 65 anos. Lê que relegava idosos ao abandono.
    • Lei Áurea: fim da escravidão.