O
desenvolvimento das máquinas fez com que o trabalho humano fosse
substituído pela automação e o surgimento de novas relações de produção
O
desenvolvimento do comércio fez aumentar a concorrência entre os países.
Era preciso oferecer produtos melhores e mais baratos.
A
Inglaterra sai na frente: camponeses expulsos de suas terras formavam um
contingente de mão-de-obra barata, e além disso, a população crescia muito
rápido. Máquinas à vapor, reservas de carvão e minério de ferro e máquinas
agrícolas faziam crescer a indústria têxtil.
Era
preciso capital, que veio do comércio colonial e da rica burguesia.
As
cidades crescem e passam a receber camponeses expulsos de suas terras.
Proletários:
trabalhadores que só tinham a sua força de trabalho para vender. Não
possuíam bens.
Divisão
do Trabalho: o trabalho fica especializado e repetitivo.
Não
havia legislação trabalhista: baixos salários, jornadas longas, não haviam
direitos trabalhistas e assistência do governo.
Ludismo:
movimento de destruição das máquinas, para evitar desemprego e pressionar
patrões. Foi um fracasso, e só gerou mais repressão.
Sindicatos:
associações de trabalhadores. Fundos de ajuda mútua entre trabalhadores.
Deram início às greves como forma de pressão.
Carta
do Povo (cartismo): movimento que exigia participação popular nas eleições
e na política. No período, as eleições eram censitárias (de acordo com a
renda)
Adam
Smith: para ele, o egoísmo tinha um lado bom, trazendo benefícios para a
economia, como a concorrência. Acreditava que o crescimento econômico
estimularia a economia e traria o fim da pobreza.
O
Estado deveria intervir o mínimo na economia e na sociedade.
Malthus:
defendia que o crescimento populacional se dava de forma geométrica,
enquanto a produção de alimentos, aritmeticamente. O governo não deveria
oferecer ajuda para os pobres, que seriam responsáveis pela fome. Sob sua
influência, o governo acabou com a ajuda aos desempregados.
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
Ano 6
Produção de alimentos
5
7
9
11
13
15
População
2
4
8
16
32
64
A
Revolução Industrial estimulou o crescimento das cidades e da pobreza ao
seu redor.
As
condições de vida eram deploráveis: as pessoas moravam amontoadas em casas
localizadas em bairros paupérrimos
A
Inglaterra, com a Revolução Industrial, se firmou como a maior potência
mundial da época.
Produto
caro na Europa, que encontrou solo fértil no Brasil.
Engenhos:
as usinas daquele tempo e centros produtores de açúcar. Eram latifúndios
com imensas plantações e máquinas para a produção.
Sesmarias:
terras recebidas dos donatários, com a preocupação de ocupar e produzir.
A
principal mão-de-obra era a escrava (“as mãos e os pés do senhor de
engenho”). A=Os melhores engenhos tinham máquinas movidas a tração animal.
Pequenos proprietários produziam aquilo que faltava nos engenhos,
fortalecendo o comércio no mercado interno. Os portugueses já plantavam
cana-de-açúcar na Ilha da Madeira, com sucesso.
Modelo
plantation: latifúndio, monocultura e exportação.
Técnicos
no engenho para cuidar das máquinas: mão-de-obra livre, trabalho
especializado e bons salários
Nordeste:
condições favoráveis de solo, administração das capitanias e proximidade
com a Europa.
Família
patriarcal: toda ela sob o comando chefe, que determinava o rumo de seus
membros, com poder de vida e morte sobe todos. A sociedade era ruralizada.
Haviam
leis que obrigavam os fazendeiros a venderem somente para comerciantes
portugueses.
Os
holandeses emprestavam dinheiro a juros para a produção do açúcar, que era
levado para a Holanda para refino e distribuição no resto da Europa. Rota
do açúcar: Brasil > Portugal > Holanda > consumidores.
União
Ibérica: o trono português, que estava vago, foi ocupado pelo rei espanhol
Filipe II. Espanha e Holanda eram rivais na política européia, e a
primeira impôs barreiras para a participação holandesa na produção da
cana-de-açúcar brasileira.
Invasões
holandesas ao Nordeste brasileira: fracassou em Salvador (1624), e sucesso
no Recife (1636), para não perder o controle sobre o comércio do açúcar.
Para
obter o apoio dos donos de engenho, os holandeses não ameaçaram sua
propriedade, e enviam o príncipe Maurício de Nassau, que faz uma eficiente
administração, mas que desagrada aos seus chefes, com a sua popularidade e
os gastos com a urbanização.
Fim
da União Ibérica: Portugal retoma a independência. Era fundamental para os
portugueses a retomada do lucrativo comércio açucareiro. No entanto, os
produtores de açúcar estavam satisfeitos com a relação comercial com os holandeses
Sofrendo
com a concorrência inglesa no comércio europeu, os holandeses passaram a
explorar os senhores de engenho, que passaram a apoiar a retomada
portuguesa.
Expulsos,
os holandeses foram plantar a cana-de-açúcar nas Antilhas, rebaixando os
preços.
Nem
só a cana-de-açúcar era produzida no Nordeste. Havia uma produção pecuária
(com trabalhadores livres) e de produtos alimentícios, para abastecer o
mercado interno, além de uma razoável produção de algodão, mandioca e
milho. A produção de tabaco servia para a troca por escravos no mercado
externo.
Tentativas
de ocupação francesa no Brasil, no Rio de Janeiro e em São Luiz, por
motivos religiosos.
Revolta
dos Beckman, no Maranhão, contra as Companhias de Comércio e pela
escravidão de índios.
Guerra
dos Mascates: Senhores de engenho (Olinda) contra os comerciantes
(Recife). Recife se tornara vila emancipada de Olinda, e mais tarde, a
capital da Capitania.
A expansão do território brasileiro
Nem
sempre o Brasil teve esse tamanho e poucas regiões haviam, até 1700, sido
ocupadas de fato (Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo). A desatenção
espanhola permitiu o avanço sobre a Linha de Todersilhas.
Os
portugueses construíram fortalezas na Amazônia (beira de rios),
incentivaram missões jesuíticas (para a cólera de drogas do sertão, que
enriqueceram a ordem e a Igreja).
Interesse
português no rio da Prata: fundação da Colônia do Sacramento (atual
Montevideo, Uruguai) nas terras espanholas, instalando um porto de frente
para Buenos Aires.
Envio
de imigrantes da Ilha portuguesa dos Açores para Desterro (atual
Florianópolis) e Porto dos Casais (atual Porto Alegre).
Missões
jesuíticas no Sul: gado, erva-mate para índios, que trabalhavam sob rígido
controle, apesar de serem defendidos por religiosos de ataques
bandeirantes.
União
Ibérica (1580-1640): Portugal e Espanha tinham o mesmo rei, mas governos
diferentes.
Bandeirantes:
caçadores de escravos indígenas e busca de metais preciosos. Partiam
geralmente de São Paulo, e contavam até mesmo com índios “aculturados” no
seu grupo. Chegam até o Nordeste, e ultrapassam a linha de Todersilhas. A
pouca atividade econômica de São Paulo os fazem ter pouco contato com a
metrópole.
Em São Paulo era comum que a língua tupi
fosse mais usado até que o português. A falta de mulheres brancas (as
condições de vida eram péssimas) estimulou os brancos a se unirem com as
índias.
Os
bandeirantes também atacam quilombos, como o caso de Palmares, destruído
após um ataque a partir de São Paulo.
A
Confederação Indígena dos Cariris também foi atacada. Tratava-se de um
aglomerado indígena que estava sob proteção de religiosos, entre a Bahia e
o Piauí. Na impossibilidade de se escravizar, trinta mil índios foram
mortos e tiveram a cabeça decepada.
A
ocupação holandesa na África Portuguesa dificultou a vinda de escravos
negros, encarecendo o “produto”. Era mais barato caçar índios, mesmo com a
oposição da Igreja.
Período
barroco nas artes: dos séculos XVI ao XVIII. Poesias satíricas de Gregório
de Matos (o Boca do Inferno) e complexos textos do Padre António Vieira.
As igrejas do Século XVIII (Minas no período da mineração) não eram
barrocas, mas no estilo rococó.
Os
franceses fundam São Luiz, e para defender o Nordeste brasileiro, os
portugueses constroem fortalezas que dão origem à cidades (Natal,
Fortaleza e João Pessoa)
Ouro
e diamante só foram descobertos em escala razoável no fim do século XVII.
O
Tratado de Madrid praticamente configurou o território brasileiro.O
território se expandiu rumo à Oeste e a Amazônia foi ocupada.
Resistência
de índios e jesuítas em
Sete Povos das Missões, atacados e trucidados por
espanhóis e portugueses. Os índios e jesuítas não aceitavam que seu
território saísse do controle espanhol e passasse para o português.
A mineração no Brasil
Exploração
concentrada na região das Minas Gerais, no leito de rios ou minas
terrestres. Se concretizava o sonho de extrair metais preciosos, assim
como faziam os espanhóis na América.
A
notícia da existência de minas atraiu inúmeros aventureiros, que iam em
busca de lucro fácil.
Guerra
dos Emboabas: Minas pertencia à Capitania de São Paulo (antes, boa parte
pertencia ao Espírito Santo), cujos bandeirantes descobriram ouro na
região e não aceitavam a presença de forasteiros, chamados de Emboabas nos
garimpos. Depois de conflitos armados entre as partes, o governo português
assumiu o controle da região mineradora, e criou a Capitania das Minas
Gerais.
Quase
a totalidade dos trabalhadores eram escravos, alguns dos quais, que
conseguiam ascensão social, como nos casos de Chico Rei e Chica da Silva.
A
área descoberta era dividida em quinze lotes (datas). Uma para o
descobridor, uma para a Coroa portuguesa, e as demais eram leiloadas.
O governo ainda cobrava o quinto (20%) de
todo o ouro encontrado. Nas Casas de Fundição, o ouro é derretido e
transformado em barras.
A não-circulação do ouro em barras configurava
contrabando.
Foi
determinado que o ouro somente poderia ser levado do Brasil através da
Estrada Real, que conduzia ao Porto do Rio de Janeiro. Estradas e
navegação para o Espírito Santo foram proibidas e sintetizadas na frase:
“quanto mais caminhos houver, mais descaminhos haverá”.
A
capital brasileira foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, para
fiscalizar mais de perto a mineração. Ali se instalavam os traficantes de
escravos.
Tratado
de Methuen, entre Portugal e Inglaterra, chamado de “panos e vinhos”. Os
portugueses deveriam comprar tecidos ingleses e vender vinhos, em cotas
muito menores, como pagamento de dívidas comerciais. Como conseqüência, os
lucros da mineração brasileira se encaminhavam para os ingleses.
O
crescimento urbano exigiu que produtores de outras regiões levassem seus
produtos para a região mineradora. Não havia comida para todos, e ser
comerciante de alimentos poderia dar mais lucro que ser dono de minas.
A
sociedade açucareira era rural, e a mineradora era urbana. As pessoas mais
ricas moravam na cidade.
Surgia
uma classe-média colonial, em função da mobilidade urbana e social da
economia mineradora. Apesar disso, ainda apenas o filho mais velho tinha
acesso à herança.
A
ostentação do período se refletiu nas Igrejas e expressões artísticas,
como pinturas e esculturas, nas quais se destacaram as obras de Aleijadinho.
A
criação de gado ligava a região mineradora com o Sul e o Nordeste do
Brasil. A carne era levada charqueada para o consumo nas minas, pouco se
dedicava à pecuária.
Outros
produtos consumidos: açúcar, algodão e drogas do sertão (castanha, baunilha,
guaraná, cacau, etc).
A
crise portuguesa, a queda na extração e o aumento do contrabando forçou a
criação de uma cota fixa para o pagamento do quinto. Por isso, foi
instituída a derrama, o confisco de bens para que se atingisse a meta.
A
instalação de fábricas era proibida no Brasil, por conta do pacto Colonial
português.
Os
jesuítas foram expulsos do Brasil, e seus bens (terras e escravos) foram
confiscados.
Revoltas no Período Colonial
Influências:
Iluminismo e Independência dos EUA.
O
Brasil crescia muito, e a exploração portuguesa fazia crescer a idéia de
que o Brasil era excessivamente explorado pela Coroa Portuguesa.
Estudantes
vindo da Europa, influenciados por noções de liberdade e política da
época.
Inconfidência
Mineira: justificada pela exploração na região mineradora. Quase todos os
membros pertenciam à elite local (donos de terra, escravos, minas e gado,
juízes, médicos, padres e militares). Tiradentes era o único pobre que foi
descoberto.
Planos
dos inconfidentes: independência, criação de indústrias e faculdades. No
entanto, não se falava em acabar com a escravidão.
A
rebelião nunca chegou a acontecer. Joaquim Silvério dos Reis delatou seus
companheiros em troca do perdão de suas dívidas com o fisco.
Na
devassa (processo), Tiradentes foi o único enforcado. Alguns foram
perdoados, outros degredados para a África. Cláudio Manuel da Costa foi
“encontrado” morto na prisão.
A
memória de Tiradentes como herói só seria resgatada após a Proclamação da
República, quand se precisava de um herói “brasileiro” e republicano (D.
Pedro I era português e identificado com a monarquia).
Conjuração
baiana: de caráter mais popular, e inspirada pela Revolução Francesa. Se
falava inclusive em fim da escravidão, atraindo a participação de
escravos. O movimento foi abortado logo no seu começo e o massacre foi
maior que na Inconfidência Mineira.
As
idéias liberais vindas da maçonaria começavam a chegar ao Brasil no fim do
século XVIII.
Diferenças
entre mineiros e baianos: em Minas, havia a decadência do ouro, e na Bahia,
o início de recuperação do açúcar forçou a alta dos preços e trouxe o povo
para a revolta.
A
maior participação popular na Conjuração Baiana, o que assustou mais as
elites.Esse grupo passou a colaborar com as autoridades portuguesas
temendo a perda de controle da situação para o povo.
Os
escravos eram a solução para a falta de mão-de-obra para Portugal, que
tinha população pequena. Os índios foram os primeiros escravos.
Mortalidade
e resistência dos nativos: vinda de escravos negros. Mesmo assim, os
índios foram expulsos de suas terras, e sofriam com doenças para as quais
não tinham resistência. Sua luta contra a escravidão foi mais bem-sucedida
(eram unidos, e conheciam o território).
Houve
um massacre físico, étnico, religioso e cultural. O português impôs a sua
visão de mundo.
A
Igreja Católica tinha o monopólio da cultura e da educação. Se encarregou
da difusão do catolicismo e se associou ao Estado português para evitar
que aReforma Protestante chegasse
ao Brasil.
Os
padres ainda foram contrários à escravidão indígena, a quem convertia e
explorava o trabalho, mas aceitava a escravidão de negros (a quem tentava
convencer que a escravidão era um castigo merecido). Os jesuítas eram
responsáveis pela evangelização e educação de colonos (ricos e pobres) e
de índios. Foram responsáveis pela unificação lingüística e cultural,
protegendo os índios da escravidão, mas mantendo-os sob seu controle.
Missões
jesuíticas (ou aldeamentos ou reduções): onde os índios eram acolhidos,
catequizados e tinham seu trabalho explorado. Bandeirantes, para
escravizar índios, chegavam a entrar em confronto armado com padres.
“Guerras
justas”: os bandeirantes poderiam atacar os índios se fossem atacados
primeiro. Era a desculpa necessária para a escravidão indígena.
Quilombos:
espécie de aldeias para escravos fugitivos. Eram uma comunidade de iguais.
Resistência
pacífica à escravidão: “corpo mole”, abortos, suicídios, uso do corpo como
objeto sexual.
Quem
determinava a escravidão da criança era sua mãe: filho de escrava é
escravo, mesmo que o pai fosse o dono de sua mãe. Era comum que a criança
fosse vendida ou seu pai não o acolhesse.
Era
comum que um ex-escravo que obtivesse um bom dinheiro comprasse escravos,
ou que jutasse dinheiro para comprar a alforria de seus parentes.
Quilombo
dos Palmares: o maior de todos, destruído com muita dificuldade. Chegou a
ter 20 mil moradores sob a liderança de Zumbi, e chegou a estabelecer
comércio regular com povoados vizinhos.
A
maior parte do tráfico negreiro era feita por comerciantes residentes no
Brasil. Alguns eram mais ricos que fazendeiros e ainda emprestavam
dinheiro. Ter escravos era sinônimo de status social.
Dominação
de escravos: uso de castigos físicos, feitores, mutilação do corpo, venda
de filhos. No entanto, a inutilização física de um escravo significava
prejuízo para o seu dono.
Os
escravos poderiam ser alugados, emprestados ou ter a sua propriedade
dividida.
Muitos
acreditavam que a escravidão seria uma punição para o pecado e a
idolatria. Haviam “prêmios” para bem comportados, como mais comida,
folgas, trabalho leve e roupas melhores.
Escravos
libertos: não tinham a mesma condição que os livres. Poderiam obter a
liberdade através de compra dealforria ou doação de seus donos, normalmente como prêmio pelo bom
comportamento.
Brechas
na escravidão: os escravos poderiam plantar e criar animais, melhorando a
sua alimentação e tendo uma pequena fonte de renda.
Escravos
de ganho: saíam da propriedade para ganhar algum dinheiro para seu dono.
Alguns
escravos se especializaram em determinadas profissões a ponto de se
destacarem, e caso se tornassem livres, poderiam receber boas quantias
pelo seu trabalho.
Abolição da Escravatura
Processo
lento: donos de escravos queriam retardar o fim, mas o movimento
abolicionista o apressou.
Ter
escravos era questão de status, e até ex-escravos os possuíam. Um escravo
poderia ser vendido, emprestado, alugado, ou ter a sua propriedade
dividida. Ter escravos era símbolo de status.
Interesses
ingleses: evitar concorrência com produtos de suas colônias, interesses em
mão-de-obra na África, criar um mercado consumidor no Brasil, e (algum)
interesse humanitário, por pressão da sociedade.
Lei
de D. Pedro I, proibindo o tráfico: “para inglês ver”. Os ingleses reagem
com a Lei Bill Aberdeen.
Lei
Eusébio de Queiroz: fim (de verdade) do tráfico internacional. A solução
para a não-redução da quantidade de escravos nos cafezais foi a vinda de
escravos do Nordeste, que já estava empobrecido.
O
cafeicultores do Oeste Paulista, donos de terras mais férteis, souberam
fazer melhor a transição para o trabalho livre. Os do Rio de Janeiro
preferiam insistir na escravidão.
Imigração
européia: os imigrantes fugiam do desemprego causado pela industrialização
e da miséria no campo na Europa. Para o governo brasileiro, seria a
solução para a falta de mão-de-obra, “branquear” a população brasileira e
a inserir na “civilização”. Os trabalhadores nacionais foram
discriminados.
Parceria:
regime de trabalho dos imigrantes que estabelecia a divisão dos lucros e
que o imigrante ficasse responsável por todas as despesas. A situação era
prejudicial aos imigrantes. Colonato: o imigrante tinha uma fonte de renda
fixa, parte dos lucros e possibilidade de usar a terra ara obter outras
fontes de renda.
Lei
de Terras: só era dono quem comprasse a terra ou comprovasse o seu
registro. Essa regra provocou a falsificação de documentos de propriedade.
A lei uma espécie de Reforma Agrárias às avessas, prejudicando pobres e
ex-escravos. Nos EUA, o Homestead Act privilegiava o usucapião (posse da
terra).
Decadência
do Nordeste: redução de escravos, a terra não era propícia para o cultivo
do café e o trabalhador era explorado em sistemas como a meia e o cambão.
O
alto custo da manutenção de escravos, como a vigilância, fez muitos
fazendeiros abandonarem a escravidão. O imigrante não precisava ser
comprado, não recebiam sem trabalhar, e nem eram vigiados. A diminuição da
quantidade de escravos e as fugas e rebeliões fizeram os custos dos
escravos disparar.
Luta
pela abolição: aumento das fugas, rebeliões e destruição das fazendas.
Vigiar era mais caro que produzir. Em 1880, eram 1 milhão de escravos, e
em 1888, 750 mil.
Abolicionismo:
usavam de passeatas, propagandas na imprensa como pressão. Haviam
abolicionistas moderados (abolição pela lei) e abolicionistas radicais
(abolição por revoltas).
O
exército não queria mais capturar fugitivos, fazendo papel de
capitão-do-mato.
Leis
do Ventre Livre (1871): liberdade para os escravos nascidos a partir
daquela data, com os donos escolhendo ficar com eles até os oito anos
(recebendo indenização) ou usar seus serviços até os 21. Muitos donos de
escravos falsificavam documentos de nascimento, para evitar que fossem
enquadrados na lei. A escravidão acabou antes que a lei completasse 21
anos.
Lei
dos Sexagenários: liberdade de escravos com mais de 60 anos com mais três
anos de serviço, ou aos 65 anos. Lê que relegava idosos ao abandono.