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segunda-feira, 10 de abril de 2017

SEGUNDO ANO - ESCRAVIDÃO E ABOLIÇÃO NO BRASIL

Vídeo-aulas:





Slides disponíveis em:

https://www.4shared.com/office/6RA1dbRsba/SLIDES_ESCRAVIDO_BRASILEIRA__1.html

https://www.4shared.com/office/DERkPJ-8ce/SLIDES_ABOLIO.html

Esquemas-resumo:



A escravidão



  • Os escravos eram a solução para a falta de mão-de-obra para Portugal, que tinha população pequena. Os índios foram os primeiros escravos.
  • Mortalidade e resistência dos nativos: vinda de escravos negros. Mesmo assim, os índios foram expulsos de suas terras, e sofriam com doenças para as quais não tinham resistência. Sua luta contra a escravidão foi mais bem-sucedida (eram unidos, e conheciam o território).
  • Houve um massacre físico, étnico, religioso e cultural. O português impôs a sua visão de mundo.
  • A Igreja Católica tinha o monopólio da cultura e da educação. Se encarregou da difusão do catolicismo e se associou ao Estado português para evitar que a  Reforma Protestante chegasse ao Brasil.
  • Os padres ainda foram contrários à escravidão indígena, a quem convertia e explorava o trabalho, mas aceitava a escravidão de negros (a quem tentava convencer que a escravidão era um castigo merecido). Os jesuítas eram responsáveis pela evangelização e educação de colonos (ricos e pobres) e de índios. Foram responsáveis pela unificação lingüística e cultural, protegendo os índios da escravidão, mas mantendo-os sob seu controle.
  • Missões jesuíticas (ou aldeamentos ou reduções): onde os índios eram acolhidos, catequizados e tinham seu trabalho explorado. Bandeirantes, para escravizar índios, chegavam a entrar em confronto armado com padres.
  • “Guerras justas”: os bandeirantes poderiam atacar os índios se fossem atacados primeiro. Era a desculpa necessária para a escravidão indígena.
  • Quilombos: espécie de aldeias para escravos fugitivos. Eram uma comunidade de iguais.
  • Resistência pacífica à escravidão: “corpo mole”, abortos, suicídios, uso do corpo como objeto sexual.
  • Quem determinava a escravidão da criança era sua mãe: filho de escrava é escravo, mesmo que o pai fosse o dono de sua mãe. Era comum que a criança fosse vendida ou seu pai não o acolhesse.
  • Era comum que um ex-escravo que obtivesse um bom dinheiro comprasse escravos, ou que jutasse dinheiro para comprar a alforria de seus parentes.
  • Quilombo dos Palmares: o maior de todos, destruído com muita dificuldade. Chegou a ter 20 mil moradores sob a liderança de Zumbi, e chegou a estabelecer comércio regular com povoados vizinhos.
  • A maior parte do tráfico negreiro era feita por comerciantes residentes no Brasil. Alguns eram mais ricos que fazendeiros e ainda emprestavam dinheiro. Ter escravos era sinônimo de status social.
  • Dominação de escravos: uso de castigos físicos, feitores, mutilação do corpo, venda de filhos. No entanto, a inutilização física de um escravo significava prejuízo para o seu dono.
  • Os escravos poderiam ser alugados, emprestados ou ter a sua propriedade dividida.
  • Muitos acreditavam que a escravidão seria uma punição para o pecado e a idolatria. Haviam “prêmios” para bem comportados, como mais comida, folgas, trabalho leve e roupas melhores.
  • Escravos libertos: não tinham a mesma condição que os livres. Poderiam obter a liberdade através de compra de  alforria ou doação de seus donos, normalmente como prêmio pelo bom comportamento.
  • Brechas na escravidão: os escravos poderiam plantar e criar animais, melhorando a sua alimentação e tendo uma pequena fonte de renda.
  • Escravos de ganho: saíam da propriedade para ganhar algum dinheiro para seu dono.
  • Alguns escravos se especializaram em determinadas profissões a ponto de se destacarem, e caso se tornassem livres, poderiam receber boas quantias pelo seu trabalho.


  • Abolição da Escravatura

    • Processo lento: donos de escravos queriam retardar o fim, mas o movimento abolicionista o apressou.
    • Ter escravos era questão de status, e até ex-escravos os possuíam. Um escravo poderia ser vendido, emprestado, alugado, ou ter a sua propriedade dividida. Ter escravos era símbolo de status.
    • Interesses ingleses: evitar concorrência com produtos de suas colônias, interesses em mão-de-obra na África, criar um mercado consumidor no Brasil, e (algum) interesse humanitário, por pressão da sociedade.
    • Lei de D. Pedro I, proibindo o tráfico: “para inglês ver”. Os ingleses reagem com a Lei Bill Aberdeen.
    • Lei Eusébio de Queiroz: fim (de verdade) do tráfico internacional. A solução para a não-redução da quantidade de escravos nos cafezais foi a vinda de escravos do Nordeste, que já estava empobrecido.
    • O cafeicultores do Oeste Paulista, donos de terras mais férteis, souberam fazer melhor a transição para o trabalho livre. Os do Rio de Janeiro preferiam insistir na escravidão.
    • Imigração européia: os imigrantes fugiam do desemprego causado pela industrialização e da miséria no campo na Europa. Para o governo brasileiro, seria a solução para a falta de mão-de-obra, “branquear” a população brasileira e a inserir na “civilização”. Os trabalhadores nacionais foram discriminados.
    • Parceria: regime de trabalho dos imigrantes que estabelecia a divisão dos lucros e que o imigrante ficasse responsável por todas as despesas. A situação era prejudicial aos imigrantes. Colonato: o imigrante tinha uma fonte de renda fixa, parte dos lucros e possibilidade de usar a terra ara obter outras fontes de renda.
    • Lei de Terras: só era dono quem comprasse a terra ou comprovasse o seu registro. Essa regra provocou a falsificação de documentos de propriedade. A lei uma espécie de Reforma Agrárias às avessas, prejudicando pobres e ex-escravos. Nos EUA, o Homestead Act privilegiava o usucapião (posse da terra).
    • Decadência do Nordeste: redução de escravos, a terra não era propícia para o cultivo do café e o trabalhador era explorado em sistemas como a meia e o cambão.
    • O alto custo da manutenção de escravos, como a vigilância, fez muitos fazendeiros abandonarem a escravidão. O imigrante não precisava ser comprado, não recebiam sem trabalhar, e nem eram vigiados. A diminuição da quantidade de escravos e as fugas e rebeliões fizeram os custos dos escravos disparar.
    • Luta pela abolição: aumento das fugas, rebeliões e destruição das fazendas. Vigiar era mais caro que produzir. Em 1880, eram 1 milhão de escravos, e em 1888, 750 mil.
    • Abolicionismo: usavam de passeatas, propagandas na imprensa como pressão. Haviam abolicionistas moderados (abolição pela lei) e abolicionistas radicais (abolição por revoltas).
    • O exército não queria mais capturar fugitivos, fazendo papel de capitão-do-mato.
    • Leis do Ventre Livre (1871): liberdade para os escravos nascidos a partir daquela data, com os donos escolhendo ficar com eles até os oito anos (recebendo indenização) ou usar seus serviços até os 21. Muitos donos de escravos falsificavam documentos de nascimento, para evitar que fossem enquadrados na lei. A escravidão acabou antes que a lei completasse 21 anos.
    • Lei dos Sexagenários: liberdade de escravos com mais de 60 anos com mais três anos de serviço, ou aos 65 anos. Lê que relegava idosos ao abandono.
    • Lei Áurea: fim da escravidão.
     

segunda-feira, 27 de março de 2017

PRIMEIRO ANO - ESCRAVIDÃO NA ANTIGUIDADE

Vídeo-aula:
 


Slides disponíveis em:

https://www.4shared.com/office/RHvGr7ouce/SLIDES_ESCRAVIDO_ANTIGA.html

Texto-resumo:



ESCRAVIDÃO NA ANTIGUIDADE

A escravidão é um tipo de relação de trabalho que existia há muito tempo na história da humanidade. Já na Antiguidade, o código de Hamurábi, conjunto de leis escritas da civilização babilônica, apresentava itens discutindo a relação entre os escravos e seus senhores. Não se restringindo aos babilônios, a escravidão também foi utilizada entre os egípcios, assírios, hebreus, gregos e romanos. Dessa forma, podemos perceber que se trata de um fenômeno histórico extenso e diverso.

Em Atenas, boa parte dos escravos era proveniente de regiões da Ásia Menor e Trácia. Em geral, eram obtidos por meio da realização de guerras contra diversos povos de origem estrangeira. Os traficantes realizavam a compra dos inimigos capturados e logo tratavam de oferecê-los em algum lucrativo ponto comercial. Mesmo ocupando uma posição social desprivilegiada, os escravos tinham diferentes posições dentro da sociedade ateniense. Alguns escravos eram utilizados para formar as forças policiais da cidade de Atenas. Outros eram usualmente empregados em atividades artesanais e, por conta de suas habilidades técnicas, tinham uma posição social de destaque. Em certos casos, um escravo poderia ter uma fonte de renda própria e um dia poderia vir a comprar a sua própria liberdade. Em geral, os escravos que trabalhavam nos campos e nas minas tinham condições de vida piores se comparadas às dos escravos urbanos e domésticos.

A escravidão ateniense não era marcada por nenhuma espécie de distinção com relação aos postos de trabalho a serem ocupados. O uso de escravos tinha até mesmo uma grande importância social ao conceder mais tempo para que os homens livres tivessem tempo para participar das assembléias, dos debates políticos, filosofar e produzir obras de arte. Conforme algumas pesquisas, a classe de escravos em Atenas chegou a compor cerca de um terço da população no Período Clássico.

No caso da cidade-Estado de Esparta, a escravidão tinha uma organização distinta. Os escravos, ali chamados de hilotas, eram conseguidos por meio das vitórias militares empreendidas pelas tropas espartanas. Não dando grande importância às práticas comerciais, por causa de sua cultura xenófoba, a escravidão não articulava um comércio de seres humanos no interior desta sociedade. Os escravos eram de propriedade do Estado e ninguém poderia ser considerado proprietário de um determinado escravo.

O Império Romano foi uma das sociedades antigas onde a utilização da mão-de-obra escrava teve sua mais significativa importância. Em geral, os escravos trabalhavam nas propriedades dos patrícios, grupo social romano que detinha o controle da maior parte das terras cultiváveis do império. Assim como em Atenas, o escravo romano também poderia exercer diferentes funções ou adquirir a sua própria liberdade. A única restrição jurídica contra um ex-escravo impedia-o de exercer qualquer cargo público.

No primeiro século as relações entre o escravo e o seu senhor começaram a sofrer algumas alterações impostas pelo governo romano. Uma das obrigações essenciais do senhor consistia em dar uma boa alimentação ao seu escravo e mantê-lo bem vestido. No século I, os senhores foram proibidos de castigar seus escravos até a morte e, caso o fizessem, poderiam ser julgados por assassinato. Além disso, um senhor poderia dar parte de suas terras a um escravo ou libertá-lo sem nenhuma prévia indenização. Essas medidas em favor dos escravos podem ser vistas como uma conseqüência imediata a uma rebelião de escravos, liderada por Espártaco, que aconteceu em Roma no ano em 70 d. C.. Nos séculos posteriores, as invasões bárbaras e a redução dos postos militares fizeram com que o escravismo perdesse sua força dentro da sociedade romana. Com a ascensão da sociedade feudal, a escravidão perdeu sua predominância dando lugar para as relações servis.
Introdução - Geralmente apontamos o lado positivo da civilização grega, destacando o desenvolvimento cultural, político e econômico. A Grécia Antiga é o berço da democracia, das Olimpíadas e da Filosofia. Porém, esta mesma sociedade, que gerou toda esta riqueza cultural, utilizou para diversos fins a mão-de-obra escrava.

Tornando-se um escravo - Na Grécia Antiga uma pessoa tornava-se escrava de diversas formas. A mais comum era através da captura em guerras. Várias cidades gregas transformavam o prisioneiro em escravo. Estes, eram vendidos como mercadorias para famílias ou produtores rurais. Em Esparta, por exemplo, cidade voltada para as guerras, o número de escravos era tão grande que a lei permitia aos soldados em formação matarem os escravos nas ruas. Além de ser uma forma de treinar o futuro soldado, controlava o excesso de escravos na cidade (fator de risco de revoltas). Em algumas cidades-estado gregas havia a escravidão por dívidas. Ou seja, uma pessoa devia um valor para outra e, como não podia pagar, transformava-se em escrava do credor por um determinado tempo. Em Atenas, este tipo de escravidão foi extinto somente no século VI a.C, após as reformas sociais promovidas pelo legislador Sólon.

O trabalho escravo - A mão-de-obra escrava era a base da economia da Grécia Antiga. Os trabalhos manuais, principalmente os pesados, eram rejeitados pelos cidadãos gregos. O grande filósofo grego 
Platão demonstrou esta visão: “É próprio de um homem bem-nascido desprezar o trabalho”. Logo, os cidadãos gregos valorizavam apenas as atividades intelectuais, artísticas e políticas. Os trabalhos nos campos, nas minas de minérios, nas olarias e na construção civil, por exemplo, eram executados por escravos. A mão-de-obra escrava também era muito utilizada no meio doméstico. Eles faziam os serviços de limpeza, preparavam a alimentação e até cuidavam dos filhos de seu proprietário. Estes escravos que atuavam dentro do lar possuíam uma condição de vida muito melhor que os outros.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

sexta-feira, 17 de março de 2017

terça-feira, 14 de março de 2017

AULA DE ATUALIDADES - CRISE DE SEGURANÇA NO ESPÍRITO SANTO

Acesse o link:

https://www.4shared.com/file/JBoq_2UVca/AULA_DE_ATUALIDADES.html

PRIMEIRO ANO - FONTES HISTÓRICAS E PATRIMÔNIO CULTURAL

Vídeo-aula:







Slides disponíveis em:

https://www.4shared.com/office/_t0fCx4wba/SLIDES_FONTES_HISTRICAS_E_CULT.html

Esquema-resumo:



FONTES HISTÓRICAS
·         Fontes históricas: registros, vestígios ou marcas da presença humana no tempo.
·         O historiador examina e interpreta os documentos para construir um conhecimento sobre o passado.
·         Classificação das fontes históricas (quanto ao tipo): Escritas, Materiais, Iconográficas e Orais
·         Fontes escritas: mais usadas
o   Maior variedade de opções
o   Acesso mais fácil
o   Formais: jornais, livros, revistas, etc.
o   Informais: cadernos, agendas, diários, etc.
·         Fontes Materiais
o   Instrumentos de trabalho, utensílios, monumentos,meios de transporte, moedas
o   O estudo necessita e compreensão e interpretação da época estudada
·         Fontes Iconográficas
o   Ícone: imagem
o   Pinturas, esculturas e mais recentemente, fotografias
o   Também necessita de interpretação do periodo estudado
·         Fontes Orais
o   Mais raras, dependem de conservação e que não sejam modificadas
o   Cantos, orações, brincadeiras e lendas
o   Entrevistas: tipo de fonte oral mais recente
·         Classificação das fontes (quanto à origem): Primárias e Secundárias
o   Primárias: é produzida durante o período a ser estudado.
o   Secundárias: se refere aquela que é produzida posteriormente ao período estudado



PATRIMÔNIO CULTURAL
·         Produção cultural de um povo
·         Pode se rmaterial (ter um “corpo físico”) ou imaterial (não ter um “corpo físico”)
·         Art. 216 (Constituição/88): formas de expressão, modos de criar (…) e espaços destinados às manifestações artístico-culturais (…) valor histórico, paisagístico (…) ecológico e científico
·         Regulamentado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Cultural)
·         Fontes de resgate e manutenção da cultura de um país ou região
·         Patrimônio Imaterial
o   Ligados à saberes, habilidades, crenças e ao modo de ser das populações
o   Manifestações literárias, musicais, teatrais, rituais
o   Remetem à religiosidade, e formas de entretenimento, além dos lugares onde acontecem
o   Exemplos: Círio de Nazaré (Pará), Festa da Penha (Esp.Santo), Frevo (Dança Pernambucana), Queijo Minas e  Carnaval
·         Patrimônio Material
o   Construções Físicas
o   Significados histórico e cultural
o   Geralmente pontos turísticos
o   Passam por “tombamento”
·         Decreto de preservação da originalidade da construção
o   Exemplos
§  Cidades de Ouro Preto (MG),  Paraty (RJ) e Olinda (PE)
§  Patrimônios paisagísticos (Lençóis Maranhenses,Grutas de Bonito-MS)
§  Construções físicas como Corcovado e Maracanã (RJ)