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segunda-feira, 10 de março de 2014

TEXTO SOBRE CALENDÁRIO

 

Fonte: www.pypbr.com

CALENDÁRIO

Todos os calendários se baseiam nos movimentos aparentes dos dois astros mais brilhantes da abóbada celeste, na perspectiva de quem se encontra na Terra - o Sol e a Lua - para determinar as unidades de tempo: dia, mês e ano. O dia, cuja noção nasceu do contraste entre a luz solar e a escuridão da noite, é o elemento mais antigo e fundamental do calendário. A observação da periodicidade das fases lunares gerou a idéia de mês. E a repetição alternada das estações, que variavam de duas a seis, de acordo com os climas, deu origem ao conceito de ano, estabelecido em função das necessidades da agricultura.

Dada a facilidade de observação das fases lunares, e devido aos cultos religiosos que freqüentemente se associaram a elas, muitas sociedades estruturaram seus calendários de acordo com os movimentos da Lua. O ano lunar, de 12 meses sinódicos, correspondentes aos 12 ciclos da fase lunar, tem cerca de 364 dias. Conforme a escala de tempo seja baseada nos movimentos do Sol, da Lua, ou de ambos, o calendário será respectivamente solar, lunar ou lunissolar.

No calendário gregoriano os anos começam a ser contados a partir do nascimento de Jesus Cristo, em função da data calculada, no ano 525 da era cristã, pelo historiador Dionísio o Pequeno. Todavia, seus cálculos não estavam corretos, pois é mais provável que Jesus Cristo tenha nascido quatro ou cinco anos antes, no ano 749 da fundação de Roma, e não no 753, como sugeriu Dionísio. Para a moderna historiografia, o fundador do cristianismo teria na verdade nascido no ano 4 a.C.

CALENDÁRIO SIDERAL: Baseia-se o calendário sideral no retorno periódico de uma estrela ou constelação a determinada posição na configuração celeste. Para o estabelecimento do calendário sideral, há milênios, utilizou-se a observação do nascer ou do ocaso helíaco (ou cósmico) de uma estrela. Algumas tribos do Brasil e da América do Sul serviam-se do nascer helíaco das Plêiades para indicar o início do ano. O primeiro calendário assírio se baseava no nascer helíaco da constelação de Canis Majoris (Cão Maior), cuja estrela principal, Sirius, tinha importante papel em sua mitologia.


CALENDÁRIO LUNAR: A base do calendário lunar é o movimento da Lua em torno da Terra, isto é, o mês lunar sinódico, que é o intervalo de tempo entre duas conjunções da Lua e do Sol. Os anos lunares têm que ser regulados periodicamente, para que o início do ano corresponda sempre a uma lua nova. Como uma revolução sinódica da Lua não é igual a um número inteiro de dias, e os meses devem também começar com uma lua nova, esse momento inicial não se dá sempre numa mesma hora. Por sua vez, na antiguidade, e mesmo depois, houve freqüentes erros de observação desse início. O calendário lunar surgiu entre os povos de vida essencialmente nômade ou pastoril, e os babilônicos foram os primeiros, na antiguidade, a utilizá-lo. Os hebreus, gregos e romanos também dele se serviram. O calendário muçulmano é o único puramente lunar ainda em uso. Com Júlio César, Roma adotou um calendário solar que predominou entre as populações agrícolas.

CALENDÁRIO SOLAR: Os egípcios foram o primeiro povo a usar o calendário solar, embora os seus 12 meses, de trinta dias, fossem de origem lunar. O calendário instituído em Roma, por Júlio César, reformado mais tarde pelo papa Gregório XIII e atualmente adotado por quase todos os povos, é do tipo solar, e suas origens remontam ao Egito. O calendário solar segue unicamente o curso aparente do Sol, fazendo coincidir, com maior ou menor precisão, o ano solar com o civil, de forma que as estações recaiam todos os anos nas mesmas datas.

CALENDÁRIO LUNISSOLAR: Baseia-se o calendário lunissolar no mês lunar, mas procura fazer concordar o ano lunar com o solar, por meio da intercalação periódica de um mês a mais. O mês é determinado em função da revolução sinódica da Lua, fazendo começar o ano com o início da lunação. os cristãos se valem desse sistema para determinar a data da Páscoa.

DIA E NOITE: Nos calendários lunares e lunissolares o dia tem sempre início com o pôr-do-sol, como ocorre ainda hoje, no calendário judeu e muçulmano. No calendário solar, o dia começa com a saída do Sol, como no antigo Egito. Na Mesopotâmia o dia, para as observações astronômicas, começava à meia-noite, embora o calendário usual partisse do anoitecer. Os chineses e romanos adotaram também a meia-noite para o início do dia, uso que é seguido pelo calendário gregoriano.

OS DIAS DA SEMANA: No Império Romano, a astrologia acabou introduzindo, no uso popular, a semana de sete dias (septimana, isto é, sete manhãs, de origem babilônica). Os nomes orientais foram substituídos pelos latinos, do Sol, da Lua e de deuses equiparados aos babilônicos. Por influência romana, os povos germânicos adotaram a semana, substituindo, por sua vez, os nomes das divindades latinas por aqueles das suas, com que mais se assemelhavam, exceção feita de Saturno, cujo nome se limitaram a adaptar.

Com o cristianismo, o nome do dia do Sol passou de Solis dies a Dominica (dia do Senhor, Dominus) e o Saturni dies (dia de Saturno) foi substituído por Sabbatum, dia do descanso (santificado). As línguas romanas, com exceção do português, conservaram as formas derivadas dos antigos nomes latinos, com essas alterações.


O português adotou integralmente a nomenclatura hebdomadária do latim litúrgico cristão, que designou os dias compreendidos entre o domingo e o sábado por sua sucessão ordinal depois do primeiro dia da semana.


O domingo conservou o nome de dia do Sol. Em algumas línguas germânicas, o antigo dia de Odin tornou-se o de meio da semana (Mittwoch, alemão), que corresponde à quarta-feira.

Os similares germânicos de Marte, Mercúrio, Jove (Júpiter) e Vênus eram, respectivamente, Ziu ou Tiwaz ou Tyr; Wodan ou Odin; Thor ou Donar; Frija ou Frigg ou Freya.



O CALENDÁRIO GREGORIANO

O calendário vigente na maior parte dos paises do mundo é o calendário gregoriano. Essencialmente é o calendário juliano com alguma mudanças para acertar a adoção da Páscoa, principal festa cristã depois do Natal. Esta prática vigorou até 1582 dC, quando o papa Gregório XIII promoveu a última reforma do calendário, introduzindo o calendário gregoriano. O equinócio verdadeiro aparecia cada vez mais cedo no calendário, fazendo a Páscoa avançar cada vez mais para o verão do hemisfério norte. Para corrigir a discrepância, Gregório eliminou 10 dias do mes de outubro de 1582, fazendo o dia 4 de outubro ser sucedido pelo dia 15. Introduziu o ciclo em que fazia de todo ano de centena não ser bissexto a menos daqueles divisíveis por 400. Essa medida ajustou o deslocamento do ano trópico. Finalmente, determinou que a Páscoa deveria cair nunca antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Essa medida tornou o cálculo da Páscoa bem mais complicada e fez aparecer regras que tornaram sua dependência menos astronômica.

O equinócio vernal é fixado em 21 de março, mesmo que, eventualmente esse não seja o caso. No primeiro domingo após o décimo quarto dia da ``lunação tabelada'', é a Páscoa cristã. A contar do ano I aC, cada ano é numerado de 1 a 19. Tal número é conhecido desde o fim da Idade Média como ``Número de Ouro''. O número de ouro é definido, portanto como o resto da divisão do ano por 19 somado com 1.

Uma letra - a exemplo das antigas tábuas de calendário romano marcando o dia do ``mercado'' no mes - determina, no calendário gregoriano, o dia da semana que inicia o ano. Com a ajuda de uma tabela com o número de ouro versus a letra dominical determinava-se o dia Páscoa num determinado ano, segundo o calendário juliano. O calendário gregoriano introduziu um número denominado ``Epacta'' que dá a idade da lua diminuida de 1.

Tudo isso tornou o cálculo do calendário gregoriano uma tarefa para iniciados. Felizmente com a ajuda de computadores foi possível estabelecer algorítmos que são capazes de estabelecer o calendário, como o que roda na homepage do Observatório Nacional.



O CALENDÁRIO MUÇULMANO

O calendário muçulmano é integralmente lunar. Os números de dias nos meses são intercalados entre 30 e 29 dias a menos do último, o 12o que pode possuir 29 ou 30 dependendo de uma série que se alterna entre 19 e 11 anos. O cálculo do calendário é feito de tal forma que completa 360 lunações em 10631 dias. A contagem dos anos se dá a partir do ``Hégira'', subida de Maomé aos céus, tida em 16 de julho de 622 dC. O início do dia é considerado no poente da véspera do calendário civil. Duas datas são marcadas no calendário muçulmano, o Ano Novo, 1o Muharram e o mes sagrado do Ramadan, em geral, iniciando no 237o do ano.

A SEMANA

Pouco se sabe da origem dos dias da semana. Há quem sustente que trata-se de uma absoluta irracionalidade pois o ciclo de 7 dias não satisfaz qualquer condição astronômica, nem quanto ao período sinódico. Há quem diga o contrário, que o ciclo de 29.53/47,3... é uma conseqüência direta do ciclo sinódico. A semana, tal como a conhecemos hoje vem de Roma, adotada no século II ou I aC. Não se sabe se essa divisão vem da tradição judaica seguindo a história da criação bíblica. Os judeus numeram seus dias de 1 a 6 e descansam no ``Sabbath'', dia do descanso na Criação. O ``descanso'' semanal não era adotado pelos romanos, que preferiam interromper o trabalho em várias épocas do ano consagradas a festivais e festas religiosas.

A maioria dos países de língua latina, adota os nomes dados pelos romanos segundo os planetas-deuses: sol, lua, marte, mercúrio, júpiter, vênus e saturno. Com efeito, em francês adota-se: dimanche, lundi, mardi, mercredi, jeudi, vendredi, samedi, donde apenas o ``domingo'' se exceptua. No entanto, essa convenção é moderna, pois a tradição francesa atribui a este dia o nome de die soleil. Em espanhol encontra-se uma nomenglatura semelhante. Nos países de língua inglesa adotou-se os nomes ``teutônicos'' dos deuses correspondentes em latim. Exceptuando ``saturno'' (saturday), ``sol'' (sunday) e ``lua'' (monday), de resto, temos: Tiu (Marte), Woden (Mercúrio), Thor (Júpiter) e Freya (Vênus).

A adoção ocidental para o ``domingo'' como dia do descanso deve-se à tradição cristã de atribuir a ressurreição a este dia da semana. A língua portuguesa é a única latina que contém excessões. Os dias numerados são de origem obscura. É possível que os portugueses adotaram a numeração dos dias como os judeus. Tanto é que a palavra ``sábado'' deriva diretamente do nome ``sabbath''. O termo ``domingo'' seria a licença cristã nesta denominação. A hipótese de origens cristãs aos nomes dos dias em português também é aventada. A iniciativa teria partido do Papa Gregório XIII que estabeleceu a numeração dos dias para suplantar as denominações de origens pagãs. Porém, não existe confirmação para tal hipótese.

Fonte: http://www.daf.on.br/

4 comentários:

  1. Não esta falando nada sobre o meu asunto
    sobre o calendário pakistan
    aff..

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  2. Eu acho que vocês deveriam escrever menos e explicar mais...Não gostei pois é ourivel
    aff...

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  3. Eu acho que vocês deveriam escrever menos e explicar mais...Não gostei pois é ourivel
    aff...

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  4. eu achei o texo muitogardeparaler

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